sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Literal ou simbólico?

Gosto de analisar a maneira pela qual as pessoas interpretam a Bíblia por meio das atitudes de Caim e Abel. O primeiro representa uma visão simbólica do texto bíblico. Em outras palavras: está escrito, mas não quer dizer que foi ou tenha que ser exatamente assim. Já o segundo representa uma visão literal, ou seja, daqueles que simplesmente decidem crer na revelação da forma como está apresentada, mesmo que isso entre em conflito com a visão popular. 
Na história de ambos fica claro o conflito entre a visão literal e a simbólica. Mas esse não é o único debate do gênero em Gênesis. O livro das origens levanta essa discussão nos seus primeiros capítulos. Aliás, um debate que até pouco tempo atrás existia apenas no âmbito da ciência secular, mas agora também agita algumas mentes em nossa igreja. A questão em evidência é: tanto o relato da criação do mundo em seis dias quanto o da origem do pecado são literais ou alegóricos?
Pela ótica de Abel, essa é uma descrição literal. Afinal, está na Bíblia que é a revelação escrita de Deus. Envolve Sua ação sobrenatural, que está fora do alcance de nossa razão. Precisa ser lida e aceita pela fé.
Já, pela visão de Caim, é difícil imaginar uma pessoa culta, inteligente e com visão científica, acreditar que um mundo tão complexo tenha surgido de forma tão simples. Ou mesmo que possa crer em um Deus que expressa Suas grandes ações de forma tão “infantil”. Crer que tudo é fruto de uma evolução natural parece mais lógico, inteligente, científico e politicamente correto do que crer na simples ação sobrenatural de Deus. Afinal, como não crer nisso, uma vez que o tema é apresentado por homens inteligentes e eruditos, enquanto a mensagem da Bíblia parece alcançar pessoas simples e movidas por algo tão inocente chamado fé? Parece mais lógico tentar substituir a ação direta de Deus pela ação humana, apresentando nossa criação como um fenômeno natural, nosso desenvolvimento como um processo evolutivo e nossa sobrevivência como a vitória do mais apto. Esse foi o sacrifício de Caim. Substituiu a palavra de Deus pela visão humana, o literal pelo simbólico.
Como você compreende os primeiros capítulos de Gênesis? Pela ótica de Abel ou de Caim? Parece que, quanto mais “evoluídos” estão os seres humanos, mais cadeados precisam colocar em suas portas. Que evolução é essa? Estamos num processo de evolução ou degeneração? Veja o contraste entre o que ensinam os homens e o que vem da Palavra de Deus. A teoria da evolução indica que surgimos de forma natural, dentro de processos muito primitivos. A partir daí, a vida humana começou a se desenvolver de formas primarias até formas superiores, como as que temos hoje. Já a Revelação indica que fomos criados em nosso máximo potencial, de forma perfeita e pela mão de Deus, nosso Criador. Mas, com a entrada do pecado, começamos um processo de degeneração, alcançando nossos níveis mais baixos, até o fim da história, quando Cristo voltará para nos levar de volta ao estado original. São visões totalmente contrastantes. Na primeira, a ação humana e natural está no comando. O homem é quem dirige os processos. Em outras palavras, nossa vida está completamente em nossas mãos. E para onde estamos indo com o completo controle da vida em nossas mãos? O que está acontecendo com o mundo? A outra mostra Deus no comando. Ele nos fez e dEle dependemos para viver e decidir. Sua vontade é que nos mostra o caminho para nos desenvolvermos e ser felizes. Qual é sua visão, de Abel ou Caim?

Visão literal ou simbólica?
O mais preocupante, porém, são as consequências de uma visão bíblica literal ou simbólica. Para os que têm a visão de Caim, o relato dos primeiros capítulos de Gênesis não tem autoridade. Contém apenas uma mensagem ilustrada ou alegórica. Naturalmente, essa visão acaba se expandindo para toda a Bíblia e, com isso, qualquer pessoa pode escolher, de acordo com seu gosto, o que é simbólico ou literal. A Revelação passa a ser um simples brinquedo nas mãos humanas. Por essa razão, existem tantas crenças, polêmicas, diferenças religiosas e contradições entre os próprios cristãos. Além disso, a visão alegórica de Caim, sobre o Gênesis, destrói verdades fundamentais de nossa fé. O casamento, estabelecido por Deus entre um homem e uma mulher, perde sua razão. A família passa a ser um passatempo e o homossexualismo se torna aceitável. O sábado perde seu papel como memorial da criação. Se não houve criação em seis dias literais, significa que ele também não foi dado por Deus no Éden. Sendo assim, passa a ser apenas opcional e pertencente ao povo judeu. A existência de Satanás e do pecado se torna apenas uma história destinada a amedrontar ou manipular as pessoas. Como consequência, se não existe Satanás nem pecado, também não há necessidade do sacrifício expiatório de Cristo na cruz. Todo o plano da salvação perde sua função. Sendo assim, por que Jesus deveria voltar para nos recriar em uma nova Terra sem pecado?
Como você vê, a visão dos primeiros capítulos de Gênesis pela ótica de Caim abala as verdades bíblicas fundamentais, especialmente o plano da salvação. Mais ainda, anula nossa identidade. Somos adventistas do sétimo dia e levamos em nosso DNA o sábado e a vinda de Jesus. Se não cremos na literalidade dos primeiros capítulos da Bíblia, por que estabelecer um memorial para algo que não existe? O sábado passa a ser um simples dia de descanso e relacionamentos sociais. Se estamos evoluindo para uma raça superior, por que a necessidade da segunda vinda de Cristo?
Mantenhamos a posição de Abel e permaneçamos fiéis à pura revelação da Palavra de Deus.


Erton Köhler é presidente da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Culto Jovem Sábado 06 de agosto de 2011


O culto jovem retorna hoje com força total. A diretoria está muito animada, e com muitas idéias novas. Venha hoje à tarde e confira as novidades do culto jovem "Em Construção". Sua presença é indispensável.

sábado, 30 de julho de 2011

Encontro de Solteiros




REGULAMENTO DO 1º ENCONTRO DE SOLTEIROS DE CIDADE NOVA   PROVIDÊNCIA E  REGIÃO


O Evento terá início às 20:00h do dia 19/08/11 Sexta-Feira, junto ao palco principal, e será encerrado às 12h do dia 21/08/11 Domingo.

1Quem Participa? Todo membro Batizado, regular na Igreja e acima de 15 anos de idade, como solteiros, divorciados e viúvos.


2O que trazer para o encontro: Muito ENTUSIASMO E ESPERANÇA, Kit de higiene pessoal, roupa para pratica de esporte e lazer, barraca de camping e colchonete de dormir, Bíblia e Lição da Escola Sabatina.


3Valor: da inscrição por pessoa é de R$ 50,00 (Cinqüenta Reais) inclusos: seis refeições: Jantar da sexta-feira, desejum, almoço e jantar de Sábado, desejum e almoço de Domingo. E SURPRESAS.


4Inscrições: deverá ser feita até o máximo dia 10 de Agosto, com o seu Pastor Distrital.
OBS.: Haverá somente 200 Inscrições, os 200 Primeiros inscritos terão sua vaga garantida fazendo com que a data do dia 10 de Agosto possa ser antecipada.


5 – Depósito – Banco Bradesco - Agencia: 2831/Ananindeua Conta Corrente 0025786-9 em nome de: Ana Lúcia Terezinha de Freitas da Silva.


6O comprovante: original do depósito deverá ser tirado cópia (xerox), a via original deverá permanecer com o inscrito, a cópia (xerox) entregue ao Pastor distrital do seu distrito. O recibo original deverá ser guardado pelo inscrito no evento servindo como ingresso apresentando-o na portaria de entrada do evento.


7Seguro: de Viagem: Como fazer o Seguro?
       O seguro de cada distrito deverá ser feito junto a Corretora Unibrás. Deve-se enviar o comprovante de depósito e listagem contendo nome, estado civil e data de nascimento de cada assegurado.
Fazer depósito no Banco Bradesco, Agência 0837-0, C/C 58171-2.
Enviar o fax para o número 0800 128488. O fax deve ser enviado até 3 dias úteis da saída. O valor do seguro para três dias custa R$ 0,67 por pessoa.(Favor verificar junto à seguradora).

Importante: No caso de desistência de qualquer inscrito, não haverá devolução do valor.

8 - O local: do Evento é exclusivo para os inscritos. Nenhuma outra pessoa deverá acampar dentro da área do mesmo.

9 - A questão segurança: é prioridade. Atuarão na área interna do Evento para garantir a tranqüilidade dos acampantes:
  • Seguranças dos Inscritos;   
  • Monitores e equipe de ordem do Evento - será responsável pelo controle da circulação de pessoal na área interna do Evento;
  • Além destes, contaremos com o apoio dos órgãos de segurança pública;
  • Qualquer incidente de indisciplina registrado pelos monitores e a equipe de ordem será apresentado ao coordenador de disciplina. Por isto, é importante que seu grupo seja relembrado de nossos princípios de comportamento Cristão.
10 - A aparência: durante o evento deve ser própria. Não será permitido o uso de roupas que transfigurem nossos ideais [transparentes, muito curtas, uso de jóias e cabelo comprido para rapazes (não precisa ser estilo militar)]. Não será permitida a circulação sem camisa na área durante o evento.
11 - Nenhum inscrito poderá ausentar-se do Evento, ou de alguma programação geral sem a autorização da Direção do Evento.
12 - Uso de identificação no Evento será obrigatório, para todos os acampantes e este servirá para o controle de presença no Evento e programações.
13 - Vendas - Haverá um stand de vendas dentro da área do Evento. Por isso, não será permitido à venda de qualquer produto que não seja da cantina do evento.

14 - Palestrantes: Pr. Geison (UNB), Profª. Cibelly (UNB), Pr. Rinaldo (Cidade Nova), Dr. Elias, Pr. Rubem (Marambáia), Pr. José Bonifácio (Aeroporto).   

15 Enviar por E-mail a Lista de Inscritos para o Evento assim que forem efetuados os devidos depósitos e inscrições, pedir ao pastor distrital para enviar a lista com os inscritos para evento, para e-mail: pastorrinaldo@yahoo.com.br


16 – Outras informações: (91) 8334.5566 – (91) 9244.8111 – (91) 8709.5855
        Pr. Rinaldo    e-mail: pastorrinaldo@yahoo.com.br
       Pr. Bonifácio    e-mail:  boni.pr@hotmail.com

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Simpósio Universitário - Razões para crer



Quebrando o Silêncio 2011


Bullying! Acabe agora com Isso!


Violência. Dor. Sofrimento. Infelizmente, esta é a realidade de muitos sul-americanos. Consciente do seu papel social, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, através do departamento dos Ministérios da Mulher realiza, há 8 anos, a campanha “Quebrando o Silêncio”. É uma iniciativa que oferece informações e soluções para quem é vítima e, procura também, dar oportunidades de resgate para quem é agressor. A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas tem o seu ápice no 4º sábado de agosto, que é destacado como o “Dia de Ênfase Contra o Abuso e a Violência”.

“Quebrando o Silêncio” já abordou a violência que é cometida contra as mulheres, as crianças e, mais recentemente, contra os idosos. Agora, em 2001, a ênfase é sobre Bullying, este mal que deve ser evitado em nossos lares, comunidades e escolas.

Dentre as iniciativas para levar a cabo a campanha, está a preparação de uma série de materiais de apoio. Dentre eles, de 2002 a 2011, destacamos a elaboração de 1 milhão e 530 mil revistas “Quebrando o Silêncio”, 1 milhão e 430 mil revistas para o público infantil, além de folhetos, panfletos e folders que totalizaram 9 milhões de unidades.

Fora este material impresso centenas de programações são realizadas como palestras, passeatas, visitas a autoridades públicas, grandes concentrações em estádios e outros eventos que são frutos da criatividade dos organizadores.

Inúmeros órgãos públicos espalhados em diversas cidades sul-americanas têm dado seu apoio para a campanha. São Prefeituras, Câmaras Municipais, Conselhos Tutelares, Polícia Militar, Delegacias da Mulher, Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho do Idoso, além de outros órgãos de proteção social.

É, sem dúvida, uma campanha que chega no momento certo. A sociedade vivencia estarrecida o que as estatísticas comprovam. Basta de silêncio, vamos dizer não à violência!


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Advogados de liberdade religiosa preocupados com regas dominicais na Europa

Raafat Kamal, diretor de Relações Públicas
e Liberdade Religiosa para a Igreja
Adventista no norte europeu disse que
uma proposta para "domingos isentos de
trabalho" podia infringir sobre a liberdade
religiosa. Os que não têm o domingo como
um dia religioso de descanso devem ainda
ser respeitados e tolerados, ele disse.

[Bruxelas, Bélgica] Uma nova aliança promovendo condiçõs justas e equilibradas de trabalho na Europa pediu à Comissão Social e Econômica da União Europeia na semana passada para declarar o domingo um "dia isento de trabalho" em suas novas diretrizes de atuação para os estados-membros.

A Aliança Dominical Europeia é uma rede de 65 organizações da sociedade civil, sindicatos e igrejas que concordam que os domingos isentos de trabalho e horas de trabalho justas promovem famílias mais saudáveis e fortalece a coesão social entre estados membros da União Europeia.

A proposta da aliança surgiu durante uma conferência sobre o impacto do trabalho aos domingos em relação com a saúde, segurança e integração social dos trabalhadores europeus, o que atraiu psicólogos, cientistas sociais e outros especialistas a Bruxelas no dia 20 de junho.

"Um domingo isento de trabalho e horas de trabalho apropriadas são um direito bem merecido para todos os cidadãos da Europa", declara o documento de lançamento da aliança. A definição do documento de "horas de trabalho apropriadas" prossegue alistando "horários tarde da noite, noites, feriados públicos e domingos".

Os advogados adventistas do sétimo dia de liberdade religiosa preocupam-se com a possibilidade de que a proposta infrinja sobre a livre expressão de crenças religiosas, a despeito de seus bem-intencionados objetivos de reduzir o estresse e o trabalho excessivo.



"O dia comum de descanso,
os contratos sociais que os
acompanham e o louvor
ao Senhor são os valores
cristãos mais importantes
e ... indispensáveis para a
dignidade humana.”


Maximillian Aichern


"Apoiamos a noção de que as pessoas carecem de um dia de descanso para obter um equilíbrio de vida /trabalho a fim de manter a saúde e segurança dos trabalhadores", declarou Raafat Kamal, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa para a Igreja Adventista do Sétimo Dia no norte europeu, acrescentando que a ideia foi primeiro expressa por Deus, que descansou seguindo-se à semana bíblica da criação. "Ao mesmo tempo, desejamos estar seguros de que aqueles que não têm o domingo como um dia religioso de descanso designado serão respeitados e tolerados", aduziu Kamal.

O Congresso Judaico Europeu não comentou ainda sobre a proposta de domingos isentos de trabalho. Na Europa também residem 13 milhões de muçulmanos, que observam a sexta-feira.

"Espero que os participantes da rede da Aliança Dominical Europeia ... apreciem as dimensões pluralistas dos países da União Europeia e a importância de respeitar aqueles com crenças e práticas religiosas diferentes", disse ainda Kamal.


Os católicos na Europa estão acolhendo bem a proposta. Maximillian Aichern, bispo católico-romano aposentado de Linz, chamou o domingo isento de trabalho de "a mais antiga lei social da civilização judaico-cristã".


"O dia comum de descanso, os contratos sociais que os acompanham e o louvor ao Senhor são os valores cristãos mais importantes e ... indispensáveis para a dignidade humana", ele disse.


A aliança está instando a União Europeia e seus estados membros a "tomarem todas as medidas legislativas e políticas" para assegurar "uma melhor reconciliação da vida privada e profissional", declarou seu press release de 20 de junho.
 

[Adventist News Network]

sexta-feira, 1 de julho de 2011

[ARTIGO] Respeito e Liberdade

Uma das marcas que caracterizam a Igreja Adventista do Sétimo Dia é sua permanente defesa da liberdade religiosa e de expressão. Levantamos essa bandeira não apenas pensando em defender nossos direitos de crer, pregar e viver nossa fé, mas porque entendemos que toda crença religiosa merece respeito e liberdade. Cada ser humano precisa ter o direito de se expressar, de ouvir diferentes pontos de vista sobre quaisquer temas, incluindo religiosos, e então tomar suas próprias decisões.


Mantemos viva essa visão porque ela é a própria expressão da vontade de Deus. Ele a confirmou ao dar ao ser humano a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Tem sido assim desde o Éden. Deus respeita as decisões e expressões humanas, mesmo que imperfeitas ou manchadas pelo pecado. Se essa é a atitude de Deus, não deveria ser também a nossa?

Com frequência, essa atitude tem um preço muito alto. Muitas vezes, sofremos oposição de outros movimentos religiosos que creem diferentemente de nós. Mas essa é a natureza da liberdade de expressão. Mesmo que nos sintamos desconfortáveis, nós os respeitamos e entendemos que eles têm o direito de pensar de outro modo. Em outras situações, nos tornamos alvo do preconceito de meios de comunicação que não entendem nossa mensagem ou estilo de vida. É o preço da liberdade. Mas ele se torna administrável quando usado com respeito.

Em situações mais extremas, muitos de nossos membros sofrem penalidades, como a perda do emprego ou danos escolares e acadêmicos, por sua fidelidade ao sábado. Em tais circunstâncias, sempre lutamos por liberdade para exercer nossa fé sem tirar a liberdade dos outros nem obrigá-los a pensar como nós. Desse modo, demonstramos respeito pela diversidade, ao mesmo tempo em que destacamos a luta pela liberdade.

Temos posições teológicas diferentes das de outras denominações e nunca usamos nenhum meio que obrigue as pessoas a crer em nós ou mesmo a nos aceitar. Pregamos o evangelho bíblico, levando as pessoas à Bíblia e convidando-as a seguir as orientações sagradas juntamente conosco, por meio do batismo. Aceitamos tanto decisões positivas quanto negativas e nunca deixamos de nos relacionar com as pessoas e orar por elas, mesmo que não decidam se unir a nós. Aliás, os números indicam que, em média, de cada cinco pessoas que estudam a Bíblia conosco, apenas uma é batizada. Isso significa respeito pela opinião pessoal e liberdade de escolha.

Nossas normas de procedimento estão descritas no Manual da Igreja e também nos regulamentos de nossa instituição. Apenas solicitamos àqueles que se unem voluntariamente a nós como membros ou servidores, que respeitem nossa visão bíblica, postura e estilo de vida. Por outro lado, não podemos aceitar imposições que nos obriguem a crer, aceitar, defender ou nos calar diante daquilo que entra em conflito com a Bíblia. Essas imposições anulam a liberdade de crença e a de expressão, o que constitui um direito pleno de qualquer cristão e cidadão. Atitudes dessa natureza nos sugerem o princípio de outras imposições de crença e religião, ou mesmo a retirada de liberdades. Não podemos apoiar movimentos assim. O conselho inspirado nos orienta a “lavrar o mais eficaz protesto contra medidas tendentes a restringir a liberdade de consciência” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 2, p. 152).

Um dos exemplos mais claros e atuais pode ser visto no projeto de lei 122/2006, que tramita no Senado brasileiro, o qual trata da atitude dos cidadãos em relação ao homossexualismo. Segundo o projeto, qualquer expressão contrária ao tema ou mesmo a não aceitação de tal prática passa a ser vista como “homofobia”, um ato criminoso. Em outras palavras, o projeto obriga a sociedade a apoiar ou se calar diante do homossexualismo.

Temos uma visão bíblica muito clara sobre o assunto, e nossa igreja não pode abrir mão dela (Gn 1:27; 2:24; Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-11). Respeitamos qualquer pessoa, bem como qualquer decisão que ela venha a tomar. Afinal, todos são livres para agir assim diante de Deus e das leis do país, desde que essas leis não imponham sobre outros a mesma visão. Precisamos reforçar os conceitos de respeito e liberdade, pois eles são atributos fundamentais de Deus, manifestados por Cristo e demonstrados na cruz.

Se alguém se considera homossexual, por decisão pessoal, ou mesmo que justifique sua condição dizendo ter nascido assim ou ser fruto da influência familiar, precisamos respeitá-lo. Se a decisão é consciente ou consequente, precisamos tratar essa pessoa com respeito, mesmo que biblicamente não possamos concordar com ela. Discordar não significa desrespeitar. Discordamos da situação ou da ação, mas respeitamos a pessoa envolvida. Essa é a postura correta para um cristão, a qual é compatível com o caráter de Deus.

Respeitar o ser humano não significa apoiar qualquer decisão, ato ou orientação sexual que esteja em desarmonia com a criação, a família e as orientações de Deus. Precisamos preservar nossa mensagem, nossa igreja e nossos membros. Também nos cumpre preservar nossas escolas, colégios de internato e universidades como um lugar adequado para as pessoas que optaram por viver de acordo com a orientação bíblica. Buscamos respeito e liberdade para expressar com equilíbrio e amor a vontade de Deus em relação a todos os temas, incluindo o homossexualismo. Precisamos de respeito e liberdade para seguir a orientação bíblica quanto àqueles que serão membros de nossas igrejas. Afinal, a igreja é um ambiente voluntário no qual se reúnem pessoas que têm a mesma crença. Queremos ser respeitados e ter a liberdade de contratar servidores que creiam e vivam como nós.

Liberdade e respeito são uma via de mão dupla. Por isso, ao buscarmos liberdade nos comprometemos a usá-la sempre com respeito a qualquer crença, pessoa ou opção. Mas não podemos aceitar nenhum tipo de imposição que venha a calar a Palavra de Deus ou os que a pregam e seguem. Por isso, cumpre-nos ser claros ao nos posicionarmos contra atitudes que privem a liberdade de consciência e expressão em termos religiosos ou que tenham efeito sobre a fé. Não vamos promover movimentos públicos para isso, mas, sempre que for possível, devemos destacar nossa posição.

A verdadeira liberdade é a que preserva conceitos, crenças e fé, mas ao mesmo tempo defende o respeito à vida, à integridade e à opinião. Por isso, diante dos fatos debatidos ultimamente em todo o Brasil, como eco das discussões abertas pelo Senado Federal, defendamos o respeito e a liberdade, sendo contrários à imposição de conceitos e opções pessoais ou sexuais sobre todo o país. Por outro lado, oremos para que esse debate aprofunde o conhecimento e a fé dos nossos membros, além de chamar a atenção de pessoas sinceras para a verdade. Afinal, “toda polêmica, toda crítica, todo esforço para restringir a liberdade de consciência é um instrumento de Deus para despertar as mentes que, do contrário, ficariam sonolentas” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 33).


Erton Köhler é presidente da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia.


Homossexualidade
A Igreja Adventista reconhece que cada ser humano é precioso à vista de Deus. Por isso, buscamos ministrar a todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Cremos também que, pela graça de Deus e com o apoio da comunidade da fé, uma pessoa pode viver em harmonia com os princípios da Palavra de Deus.

Os adventistas creem que a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre homem e mulher. Esse foi o desígnio estabelecido por Deus na criação. As Escrituras declaram: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24). Esse padrão heterossexual é confirmado em todas as Escrituras. A Bíblia não faz ajustes para incluir atividades ou relacionamentos homossexuais. Os atos sexuais praticados fora do círculo do casamento heterossexual estão proibidos (Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-11). Jesus Cristo reafirmou o propósito da criação divina quando disse: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? [...] Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19:4-6). Por esse motivo, os adventistas opõem-se às práticas e relacionamentos homossexuais.

Os adventistas empenham-se por seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a todas as pessoas e famílias que sofriam a consequência do pecado. Desenvolveu um ministério solícito e proferiu palavras de conforto às pessoas que enfrentavam dificuldades. Mas fez distinção entre Seu amor pelos pecadores e Seus claros ensinos sobre as práticas pecaminosas. – Declarações da Igreja (Casa Publicadora Brasileira: Tatuí, SP, 2003), p. 51.

Essa declaração foi votada em 3 de outubro de 1999, durante o Concílio Anual da Comissão Executiva da Associação Geral realizado em Silver Spring, Maryland.

Adventista lança a primeira comunidade mundial de notícias

Para Alan Lima, fundador da WocoNews, o Brasil deve se orgulhar de ter sua primeira rede social na web.
 
Jacareí, SP... [ASN] 

Como o mundo não vai acabar em 2012, o número de usuários de computador deve dobrar daqui a um ano, chegando a 2 bilhões. Nas últimas 24 horas, 500 mil pessoas entraram pela primeira vez na internet. A rede não para. Neste exato segundo um novo blog está sendo criado. Atualmente existem 174 milhões de sites na web. Há 27 anos eram apenas 315, nada comparado com a interatividade de hoje. Chad Hurley e Steve Chen não imaginaram que em junho de 2011, a cada minuto seriam disponibilizadas 48 horas de vídeo em sua invenção bilionária, o YouTube. Segundo a FGV, 60 milhões de computadores estão em uso no Brasil. No próximo ano, serão pelo menos 100 milhões de aparelhos. 95% das empresas brasileiras já possuem computador. Com um crescimento acelerado, a internet é o terceiro veículo de maior alcance no país, ficando atrás do rádio e da televisão. A publicidade on-line é responsável por um terço de todas as transações entre varejo e consumidores realizadas no Brasil; R$ 14,8 bilhões em vendas. 87% dos internautas brasileiros pesquisam produtos e serviços pela web. O principal site de busca é o Google, criação de Larry Page e Sergey Brin.

O tempo de permanência na rede de computadores só cresce no Brasil, nos elevando constantemente a posição de liderança mundial. Somos o 5º país com o maior número de conexões; 81,3 milhões de internautas (a partir de 12 anos), chegando a 48 horas e 26 minutos de navegação. Com tanta paixão pela internet, o Brasil chama a atenção do mundo, principalmente agora ao lançar a primeira Comunidade Mundial de Notícias, denominada de WocoNews.com (World Community News).

A primeira rede social do Brasil na internet divulga notícias com no máximo 255 caracteres. Um dos diferenciais é a possibilidade de inserir imagem, vídeo e áudio no campo de post. Na WocoNews.com você cria um perfil, convida amigos para serem colaboradores (seguidores). Diferentemente do Twitter de Biz Stone, do Facebook de Mark Zuckenberg, e do Orkut de Orkut Buyukkoten, o usuário pode administrar sete espaços publicitários e lucrar 100%. Outros sete espaços beneficiam instituições de caridade indicadas pelo internauta.

A primeira Comunidade Mundial de Notícias conta com uma avançada plataforma tecnológica e total integração entre o Facebook, o Twitter, o Orkut e qualquer outra comunidade. O Woconeiro é quem decide, bem como a interatividade entre grupos, podendo ficar on-line pra uns e outros não.

Inspirado no exemplo de determinação de Bill Gates, fundador da Microsoft, o brasileiro Alan Lima, que é adventista, perseverou na idealização da comunidade mundial WocoNews.com e fez altos investimentos para que o Brasil aparecesse, ainda mais, na internet.  Agora é só acessar e fazer a sua própria história.
 
[Equipe ASN - J.Washington]

Lição da Escola Sabatina – Adoração







Terceiro trimestre de 2011


Tema das Lições:
  1. Adoração em Gênesis: duas classes de adoradores
  2. Adoração e o Êxodo: compreendendo quem é Deus
  3. O sábado e a adoração
  4. Alegria diante do Senhor: santuário e adoração
  5. Você é feliz, ó Israel !
  6. Adoração, musica e louvor
  7. Adoração nos Salmos
  8. Conformidade, concessão e crise na adoração
  9. ”Não confie em palavras enganosas”: os profetas e a adoração
  10. Adoração: do exílio à restauração
  11. Em espírito e em verdade
  12. Adoração na igreja primitiva
  13. Adoração no livro do Apocalipse

 

Adorem o Criador

Os versos de Apocalipse 14:6,7 ajudam a formar a base para nosso tema do trimestre, que é a adoração.

Primeiramente, João vê um anjo tendo um “evangelho eterno”, o evangelho da aliança eterna, a boa notícia de que Jesus Cristo viria, tomaria sobre Si a humanidade, e nessa humanidade  morreria como substituido pelos pecados do mundo. Portanto a morte de Jesus em nosso favor é fundamental à nossa adoração, a qual dever estar centralizada em nossa resposta à obra substitutiva de Cristo, que inclui não somente a cruz, mas Seu continuo ministério em nosso favor no santuário celestial (Hb 8:1).

Em Seguida, João nos diz que devemos “temer a Deus”.  Temer e amar a Deus são duas faces da mesma moeda: temer a Deus é ter respeito e reverência por quem é o criador e redentor, em comparação com quem somos: seres criados e redimidos. Nos cultos, quando tratamos Deus como uma espécie de amigo ou colega,  O degradamos e nos colocamos em um papel que não é nosso.

Somos também chamados a dar glória a Ele.  É fundamental perceber que a adoração diz respeito a Deus e não a nós. Precisamos ter certeza de que a adoração não esteja centralizada nas  pessoas, na cultura nem nas necessidades pessoais, mas em Deus.  Adoramos a Deus, não a nós mesmos; portanto, a ênfase de adoração deve estar em dar glória a Ele, e não na musica, cultura ou estilo de adoração.

Por que somos orientados a temer a Deus e Lhe dar glória? Porque ” é chegada a hora do juizo”. Cristo não é apenas o redentor. Ele também é o juiz, que conhece os recessos mais íntimos do nosso coração.

Finalmente, somos instruídos a adorar o criador.  A criação é fundamental para toda a adoração, porque tudo que cremos, sem exceção, está apoiado no fato de que Deus é o criador.  Nós O adoramos porque Ele é o criador, redentor e juiz.

A linguagem de Apocalipse 14:7 reflete o mandamento do sabado (Ex 20:11), um dia inseparavelmente ligado à verdadeira adoração a Deus!

Neste trismestre, ao estudarmos sobre adoração, esses temas aparecerão repetidamente, pois são fundamentais para o significado da verdadeira adoração.

Rosalie Haffner (Lee) Zinke serviu por muitos anos como assistente pastoral e instrutora de bíblia em equipes de funcionarios de igrejas. Ela também trabalhou no ministério, durante 15 aos, com seu marido, que é pastor.

Notas: 1. As respostas colocadas na lição de sexta-feira são apenas sugestões do editor para início do estudo.  Não são, portanto, a posição final da igreja sobre o tema.
2 A versão bíblica adotada nesta Lição é a Almeida – Revista Atualizada  no Brasil, 2ª edição. Outras versões utilizadas são identificadas como segue:
NTLH – Nova Tradução na Linguagem de Hoje
NVI – Nova  Versão Internacional
RC – Almeida – Revista e Corrigida no Brasil

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Revista Adventista de julho é dedicada ao tema do reavivamento e reforma




Tatuí, SP...[ASN] O movimento de reavivamento e reformas espirituais entre os adventistas, iniciado em outubro na sede mundial da denominação, tem ganhado cada vez mais espaço. Por isso, a Revista Adventista dedica sua edição de julho para aprofundar essa discussão. O número se ateve às orientações breves e práticas, pesquisadas e escritas pelos editores da Casa Publicadora Brasileira.


A matéria de capa trata da conhecida visão bíblica sobre o “vale dos ossos secos”, registrada no livro de Ezequiel. O autor, pastor Alceu Nunes, tendo como base a situação espiritual do povo israelita, faz um paralelo com a realidade do cristianismo atual. No fim da matéria, são descritos e recomendados os princípios que promoveram reavivamentos históricos entre os judeus e cristãos.


Os demais artigos tratam do impacto do reavivamento e reforma espirituais em diversos aspectos da vida como cuidado com a saúde, relacionamento familiar e testemunho pessoal. O número também conta com uma entrevista com o pastor Heraldo Lopes sobre o conceito de sacudidura espiritual nos escritos de Ellen G. White, pioneira do adventismo.


Na seção de reportagens, destaque para a cobertura completa sobre o congresso em Foz do Iguaçú, que reuniu mais de 4 mil pastores; para os diversos encontros sobre pequenos grupos realizados ao redor do Brasil; o reconhecimento dos governos ao projeto Vida por Vidas e à contribuição social do Clube de Desbravadores.

A Revista Adventista é o órgão geral dos adventistas no Brasil há mais de cem anos e pode ser adquirida em uma das 12 lojas da Casa Publicadora Brasileira, nas sedes administrativas da Igreja Adventista, pelo telefone 0800-9790606 ou pelo site www.cpb.com.br. E você pode seguir a revista pelo perfil: www.twitter.com/rev_adventista. 

[Equipe ASN, Wendel Lima]

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Liderança mobilizada para a Semana de Oração Jovem via satélite

Campinas, SP ...[ASN] Pastores de 81 cidades da região central de São Paulo foram motivados, na tarde de terça-feira, 21 de junho, a mobilizarem as igrejas para a Semana de Oração Jovem, que acontecerá durante 9 a 16 de julho, em Campinas. O evento, tradicional no calendário eclesiástico, será transmitido pela primeira veza ao vivo pela TV Novo Tempo, a partir das 21h (horário de Brasília). A Semana de Oração será apresentada pelo pastor Areli Barbosa, líder dos jovens adventistas para a América do Sul.


O pastor Gilmar Batistoti, líder do templo central adventista de Campinas, reiterou o desejo de ver caravanas de congregações da cidade e de outros municípios para prestigiar o evento. A programação envolverá mensagens bíblicas contextualizadas para o público jovem. Haverá  louvores e momentos especiais de oração. O pastor Oliveiros Ferreira, presidente da Igreja Adventista para a região central de São Paulo, convidou os pastores para realizarem cerimônias de batismo a cada noite, apresentando testemunhos de transformação espiritual para adoradores e telespectadores.
Em reportagem da ASN, o pastor Areli Barbosa explicou que as temáticas apresentadas serão sobre histórias de esperança dentro da Bíblia Sagrada. Alguns dos personagens citados serão pessoas como José, um dos filhos de Jacó, que em sua juventude foi vendido como escravo, passou por exílio, assédio e prisão, mas pela ajuda divina se tornou um dos homens mais influentes no Egito antigo. “Vamos ter outras histórias bem interessantes abordadas de uma maneira que o jovem entenda seu papel em levar esperança a quem está ao seu redor”, afirma o orador.
A música da Semana de Oração intitulada Jovens Amigos de Esperança vai contar com a participação de cantores e músicos como Fernanda Lara, Jonatas Ferreira, Jefferson Pillar, Iveline, Tatiana Costa, Riane Junqueira, Ana Beatriz e Dida. 
[Equipe ASN, Heron Santana, com reportagem de Felipe Lemos]

 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Grande Conflito – Tocando vidas pelo mundo

“Sou uma pessoa revolucionária, do tipo silencioso”, disse Wehdy Luhabe, de Johannesburgo, África do Sul, ao repórter. Como uma das mulheres de negócio mais proeminentes da África do Sul e empreendedora social, Luhabe já realizou muitas coisas. O livro “O Grande Conflito”, porém, mudou sua vida para sempre.
Nada parecia diminuir o rítmo de Luhabe, superempreendedora, até que ela fraturou o tornozelo no início de 2010. Enquanto permaneceu em casa recuperando-se, uma amiga lhe deu um conjunto de DVDs do evangelista sul africano, Mark Woodman, que a introduziu ao assunto do grande conflito. Após contar ao filho Lumko e à nora Zanele sobre as coisas incríveis que estava aprendendo, Zanele deu a ela o livro O Grande Conflito, de Ellen G. White. Wendy leu o livro avidamente e ficou tão impressionada que foi à loja de livros adventistas e comprou toda a coleção de livros de Ellen White.
Além disso, Wendy entrou em contato com Paul Ratsara, presidente da Divisão África do Sul e do Oceano Índico. Ratsara ofereceu-se para estudar a Bíblia com ela e, seis meses mais tarde, no dia 23 de outubro de 2010, teve o privilégio de batizar Wendy Luhabe na Igreja Adventista do Sétimo Dia.
“Sendo anglicana toda a minha vida, e há dez anos procurando por uma igreja que defende a verdade, sinto-me abençoada por ter sido levada à Igreja Adventista do Sétimo Dia”, disse Wendy. “Os livros de Ellen G. White foram muito importantes. Quando li O Grande Conflito, compreendi, pela primeira vez, o significado do que aconteceu no Jardim do Éden, da crucifixão de Cristo, da decepção de minha antiga religião, o fato de que o mundo é caracterizado tanto pelo bem como pelo mal e, finalmente, do conflito entre o pecado e a justiça.”
“Já doei esse livro para várias pessoas lerem – inclusive para um bispo da minha antiga igreja. O Grande Conflito foi fundamental na minha decisão para o batismo em outubro de 2010.”

Arriscando-se:
Leah Polischuk – Ucrânia
Esse era um ritual na casa de Leah Polischuk : cobrir todas as janelas, fechar as portas, entrar num pequeno guarda-roupas de madeira e datilografar sob um cobertor para abafar o barulho da antiga máquina de escrever mecânica. Todos os dias Leah arriscava sua vida para que outros fiéis da União Soviética pudessem ler o material religioso contrabandeado, inclusive O Grande Conflito.
“Nunca consideramos essa atividade como um risco”, disse Leah , mais tarde. “A necessidade era grande; fazíamos isso, pois sabíamos que precisava ser feito.”


 Leah fazia parte de uma grande rede secreta adventista, que produzia os livros ilegais chamados samizdat (autopublicados) durante o período comunista. Mais de trinta mulheres eram datilógrafas dessa rede secreta que incluía muitas outras mulheres e homens que serviam como tradutores, encadernadores de livros e distribuidores. Além de produzir cópias datilografadas (às vezes, escritas à mão) do O Grande Conflito e outros livros de Ellen White, a rede também traduzia as lições da Escola Sabatina e vários outros materiais religiosos importantes.
Pelo fato de todas as máquinas de escrever na ex-URSS serem registradas e monitoradas pela polícia secreta da KGB, a rede adventista adquiria equipamentos velhos e quebrados, consertava e os usava para produzir os preciosos livros.


Alimento Espiritual Vital
“O Grande Conflito era mais importante para nós do que pão”, disse Nikolai Zhukaluk, coordenador dos livros samizdat na Ucrânia, “porque era nosso pão espiritual.”
Tanto Leah Polischuk como o Pastor Zhukaluk pagaram na prisão o preço por alimentar as pessoas com esse pão espiritual.
Enquanto cumpria pena em sua cela minúscula, Leah, com 25 anos de idade, consolava a si mesma confiando em Deus e em Suas promessas. “Naquela época (durante o comunismo) nos acostumamos a decorar muitos textos bíblicos”, disse Leah, “e ainda me lembro de muitas das promessas que decorei.” Não intimidada pelo tempo que passou na prisão, Leah, quando libertada, voltou ao seu trabalho arriscado, produzindo O Grande Conflito e outros preciosos livros para os que buscavam a verdade. Por meio dela e de outros que também se arriscaram, milhares de livros foram distribuídos pela antiga União Soviética.

Hora de Arriscar
Hoje, os adventistas do sétimo dia em todo o mundo são convidados a assumir o risco e partilhar esse livro importante e oportuno com seus amigos, vizinhos, colegas de trabalho e até mesmo com estranhos.
“Não se intimide e não tenha receio do que as pessoas podem pensar e dizer se os presentearmos com um exemplar do O Grande Conflito”, diz Ted N. C. Wilson, presidente da Associação Geral (AG). “Vá e confie em Deus. Espere, pois Ele fará com que o destinatário leia esse material que contém a verdade, e seja transformado.”

Muitas pessoas estão buscando o sentido para a sequência rápida de acontecimentos ao seu redor, e O Grande Conflito oferece respostas concretas às questões mais prementes sobre a história humana e o futuro do nosso planeta. Com essa compreensão, Ellen White apelou aos adventistas do sétimo dia que divulgassem amplamente esse livro, pois “em O Grande Conflito, a última mensagem de advertência ao mundo é dada mais distintamente que em qualquer de meus outros livros”. (O Colportor Evangelista, p. 127)
Esse conselho é ainda pertinente hoje? Baseado em experiências como a de Wendy Luhabe, na África do Sul, Karen Banner, nos Estados Unidos e Leah Polischuk, na Ucrânia, os líderes da igreja acreditam que a resposta é um incontestável: Sim. Para incentivar os membros das igrejas de todas as treze divisões do mundo a distribuir esse livro em seus países e comunidades, o Comitê Executivo (A.G.) votou uma iniciativa chamada “Projeto O Grande Conflito”, que visa uma distribuição em massa do livro de Ellen White durante os anos de 2012 e 2013.
Além disso, os membros da igreja estão sendo convidados a preparar-se para essa distribuição, por meio da leitura do livro durante o ano de 2011.

“O Grande Conflito tem as respostas para as perguntas do mundo nesses últimos dias”, diz Delber W. Baker, vice-presidente da AG e diretor do projeto. “Eu incentivo os membros a ler ou reler o livro durante este ano, e então, unir-se à família mundial da igreja comprando vários exemplares e tornando-os disponíveis para familiares, amigos e desconhecidos.”
Os livros O Grande Conflito estão sendo preparados para venda com preços especiais para incentivar a compra de vários exemplares. “Queremos distribuir o maior número de exemplares possível”, diz o Pastor Ted Wilson, “mas esse projeto cumprirá os alvos do Espírito Santo, não os nossos. Vamos deixar que o Espírito Santo nos dirija e sigamos pela fé”.
No Brasil, teremos as versões: A Grande Esperança (Uma seleção de 11 capítulos de ‘O Grande Conflito – condensado’) e O Grande Conflito – condensado (em linguagem atualizada)
.
O livro A Grande Esperança já está disponível para você ler e ouvir em www.esperanca.com.br/agrandeesperanca. Em julho de 2011 terá início a campanha na internet que visa distribuir 10 milhões de livros digitais.


Boletim Sábado 18 de junho de 2011


terça-feira, 14 de junho de 2011

Vida por Vidas homenageado pelo Ministério da Saúde do Brasil

[Barueri, SP] No Dia Internacional do Doador de Sangue Voluntário, comemorado neste 14 de junho, terça-feira, o projeto Vida por Vidas, dos jovens adventistas do sétimo dia, foi homenageado. O projeto, que começou no sul do Brasil em 2006, hoje alcança oito países sul-americanos. Durante solenidade realizada na Fundação Hemocentro de Brasília, o pastor Elbert Kuhn, assistente da presidência da sede sul-americana adventista, representou o projeto e recebeu um certificado de reconhecimento ao apoio do projeto para estímulo à doação de sangue no Brasil. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, elogiou as entidades homenageadas e ressaltou a importância de clubes de doadores, igrejas, grupos de esportistas, entre outros, que se empenham em doar e motivar outros à doação sistemática. Segundo Padilha, 3,5 milhões de bolsas de sangue são doadas anualmente no Brasil e a expectativa é aumentar esses números. “É bom que as pessoas aqui presentes saibam que estamos investindo nessa área. Houve um tempo, no passado, que o Governo pagava para as pessoas doarem”, lembrou. Depois dos discursos, ele e o coordenador geral de Sangue e Hemoderivados, Guilherme Genovez, arregaçaram as mangas e doaram sangue na prática. Uma assessora informou que foi a primeira vez que um ministro de saúde realmente doou sangue.

“O projeto Vida por Vidas é de extrema importância por contribuir no aumento do número de doadores voluntários de sangue saudáveis, com baixa transmissão de doenças. Além disso, o Ministério da Saúde apoia e reconhece ações de incentivo desenvolvidas por organizações, como é o caso do grupo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que evidencia a responsabilidade social do ato de doação voluntária de sangue”, afirma Genovez. 

Novidades na Área
Durante o evento, Padilha anunciou a expansão da produção do Teste NAT para todos os hemocentros do país. O teste de biologia molecular tem objetivo de reduzir a janela imunológica - intervalo de tempo entre a infecção e a detectação por exames da produção de anticorpos pelo corpo. O teste torna a utilização do sangue mais confiável e reduz, por exemplo, de 70 para 21 dias esse período de detecção, no caso de Hepatite C, e de 21 para 10 dias, do HIV.  O teste está sendo implantado no país, desde maio do ano passado, nos serviços de hemoterapia coordenados pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina. Nos próximos meses devem ser inauguradas plataformas de produção na Fundação Hemocentro de Brasilia (DF), Hemominas (MG) e no Hemocamp (Campinas - SP). O Ministério da Saúde prevê um investimento de R$ 25 milhões para a realização dos testes e outros R$ 30 milhões já foram aplicados na implantação das plataformas.

Outra novidade anunciada pelo ministro Padilha foi na área de regulamentação. Foi publicada nesta terça-feira a Portaria 1.353 que estabelece o novo Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos com novos critérios para a doação de sangue no Brasil. A partir de agora, jovens entre 16 e 17 anos, com autorização dos pais, e idosos com até 68 anos também poderão ser doadores. 


Segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), para manter os estoques regulares, é preciso de 1,5% a 3% da população doem sangue regularmente. Entre os fatores que fazem os hemocentros precisar cada vez mais do insumo, há o aumento de 65,3% no número de transplantes realizados no país entre 2003 e 2010, que necessitam de transfusão.

[Equipe ASN, Felipe Lemos]


"O projeto Vida por Vidas é de extrema importância por contribuir no aumentodo número de doadores voluntários de sangue saudáveis, com baixa transmissão de doenças.
Além disso, o Ministério da Saúde apoia e reconhece ações de incentivo desenvolvidas por organizações, como é o caso do grupo da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que evidencia a responsabilidade social do ato de doação voluntária de sangue.”


Guilherme Genovez