sábado, 26 de dezembro de 2015
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Livro missionário esclarece dúvidas

Depois de passar por diversas denominações e ser batizada em algumas delas, Ana Paula busca
va uma Igreja que, como ela dizia, “a completasse”.
Mudando os canais de sua televisão, certo dia encontrou a TV Novo Tempo. Seu primeiro contato foi com o programa Arena do Futuro, apresentado pelo pastor Luís Gonçalves. “Por muito tempo assisti a TV sem saber que era da Igreja Adventista. Até que um dia o pastor Ivan Saraiva falou sobre os adventistas”, conta Ana.
Ela imaginava que o adventismo fosse uma seita, e isso a afastou do canal, mesmo gostando da mensagem. Foi justamente aí que Deus usou outro recurso. Naqueles dias ela recebeu o livro “A Única Esperança”, onde aprendeu sobre a volta de Jesus e percebeu que o livro, assim como a Novo Tempo, eram da mesma denominação. Uma amiga adventista a levou para a Igreja e agora Ana Paula se prepara para o batismo.
Muitas vezes a conversão de uma pessoa é a soma de vários fatores. Foi o caso de Ana Paula, e pode ser o caso de outras pessoas que estão por aí, esperando receber algo que esclareça suas dúvidas. Participe do Impacto Esperança!
sábado, 28 de julho de 2012
Um Livro antigo e os anões
“Sam, poderia nos contar a parábola do bom samaritano?”, perguntou o pastor responsável por entrevistar o jovem que desejava se tornar ministro. Sam começou a contá-la: “Um homem estava viajando de Jerusalém para Jericó e ele caiu no meio dos espinheiros. Aconteceu que ele perdeu o dinheiro. Então, ele se dirigiu à rainha de Sabá, e ela lhe deu mil talentos de ouro e uma centena de vestes. O homem tomou uma carruagem e dirigiu ferozmente. Enquanto ele dirigia, seu cabelo ficou preso numa árvore. Ele ficou pendurado lá muitos dias e os corvos trouxeram comida para ele comer e água para beber. Mais tarde, quando novamente estava faminto, ele comeu cinco pães e dois pequenos peixes. E uma noite, enquanto ele estava dormindo, pendurado ali, sua esposa Dalila veio e cortou seu cabelo, e ele caiu em um solo pedregoso. Nisso, começou a chover por quarenta dias e quarenta noites, até que ele entrou numa caverna e sobreviveu comendo gafanhotos e mel silvestre. Então, ele encontrou um servo de Deus que disse: ‘Venha jantar em minha casa’, mas ele começou a dar desculpas e respondeu: ‘Não, eu não vou. Casei-me com uma mulher e não posso ir.’ Após ter sido pressionado pelo servo de Deus, ele foi. Logo depois do jantar, ele se dirigiu para Jericó. Chegando lá, ele viu a rainha Jezabel sentada numa janela, no alto. Ela riu desse homem o que o fez ordenar: ‘Joguem essa mulher para baixo.’ Eles a jogaram. O homem novamente disse: ‘Joguem-na para baixo.’ E eles a jogaram de novo, setenta vezes sete. Os restos que sobraram encheram doze cestas. Então eles lhe perguntaram: ‘Na ressurreição, de quem ela será esposa?’”
Apesar de criativa, essa não é a parábola do bom samaritano. Conhecimento superficial da Bíblia não era exatamente o problema desse jovem. Compreendê-la de maneira sensata e lógica era sua maior necessidade. Foi mais ou menos assim que imaginei os autores Alexandre Versignassi e Tiago Cordeiro, na matéria “A Bíblia como você nunca leu”, publicada na revistaSuperinteressante (junho de 2012). Sensatez e seriedade – e eu acrescentaria uma pitada de honestidade com os fatos – foi o que de fato não encontrei ao longo das páginas dessa reportagem.
Isolar um texto do seu contexto literário e histórico é algo no mínimo perigoso e irresponsável. O respeitado arqueólogo agnóstico William G. Dever, em sua obra What the Biblical Writers Know and When Did They Know it? [O que os Autores Bíblicos Sabiam e Quando eles Ficaram Sabendo?, em tradução livre] (Eisenbrauns, 2002), ataca ferozmente essa postura desconstrucionista de deixar o leitor com as rédeas do conteúdo lido, não o autor da obra. Esse comportamento tem sido visto em diversas áreas do saber, inclusive no que diz respeito à literatura sagrada judaico-cristã.
Usando uma palavra do vocabulário religioso, gostaria de dizer que a matéria da Super pecou em três aspectos:
Primeiro: muitos céticos e cristãos se esquecem de que as Escrituras foram produzidas há aproximadamente três milênios, foram escritas em outros idiomas (hebraico, aramaico e grego) e por pessoas com uma mentalidade bem diferente daquela a que estamos acostumados no mundo ocidental. O ateu Sam Harris pode ser um bom neurocientista, mas é alguém com pouquíssimo preparo para ser um intérprete bíblico, como pode visto em sua obra Carta a uma Nação Cristã (Cia. das Letras, 2007). Harris cometeu erros crassos comparando leis e regulamentos bíblicos com a sociedade pós-iluminista! Ciente desse tipo de comparação em seus dias, C. S. Lewis qualificou essa prática como “desdém cronológico”. Para que essas leis e regulamentos façam sentido, devemos compará-las com documentos do 3º e do 2º milênios antes de Cristo.
Segundo: a necessidade de uma diferenciação entre descrever e prescrever. Dizer que Lameque teve duas mulheres (Gn 4:19) não sugere que os que creem na Bíblia como Palavra de Deus imitem esse procedimento. Nem que os relatos de relações incestuosas nas páginas do Antigo Testamento devam ser imitados por nós hoje. Podemos extrair princípios positivos e negativos de cada uma das histórias, mas isso não implica em imitar o comportamento de seus personagens. Com isso não estou querendo amenizar o conteúdo de certas porções das Escrituras que são chocantes, em alguns momentos, mas apenas ressaltar o que essas porções de fato são: narrativas.
Terceiro: apesar de o título da matéria sugerir uma novidade nunca vista, muito já foi dito e escrito a respeito dos tópicos ali levantados, e é lamentável perceber como respeitados pesquisadores foram deixados de lado. Há pouco mais de um ano, foi lançada a obra Is God a Moral Monster?Making Sense the Old Testament God (Baker, 2011), de Paul Copan. São mais de duzentas páginas lidando com passagens difíceis do Antigo Testamento. Copan é cristão, mas será que automaticamente isso o desqualifica para ter suas opiniões contrastadas com as dos pesquisadores citados?
Vejamos como essas três considerações nos ajudam a entender os questionamentos levantados pela matéria de Alexandre Versignassi e Tiago Cordeiro.
Escravidão. Essa foi a primeira lei que Deus deu aos israelitas, quando eles saíram do Egito (cf. Êx 21:1-11). Na lei mosaica, sequestrar alguém para ser vendido como escravo era um crime punido com pena capital (Êx 21:16). Um escravo hebreu deveria trabalhar apenas seis anos para pagar sua dívida, sendo libertado no sétimo ano, sem pagar nada (Êx 21:2). Além disso, ele deveria receber de seu proprietário alguns animais e alimentos para recomeçar a vida (Dt 15:13, 14). Durante seu período de serviço, o(a) escravo(a) teria um dia de folga semanal, o sábado (Êx 20:10).
Notou alguma diferença entre a escravidão bíblica e aquela mantida em nosso país, há alguns séculos? A diferença também é significativa quando comparamos essas passagens bíblicas com o famoso Código de Hamurabi, rei de Babilônia, no 18º século a.C. Se algum escravo fugisse, ele deveria ser morto; enquanto em Israel esse escravo deveria ser protegido (Dt 23:15, 16). Proteger um escravo fugitivo, em Babilônia, era uma grande ofensa, também punida com morte, como evidenciado nas leis 15-20 do referido código.
Alguém pode questionar o motivo pelo qual Deus não aboliu a escravidão entre os israelitas. Lembre-se de que eles estavam inseridos numa cultura impregnada dessa prática. Mesmo que Deus a abolisse, isso não mudaria a forma como eles pensavam. A título de ilustração, imagine o árduo processo cultural para tornar a Arábia Saudita em uma democracia! Mesmo que essa mudança fosse feita, ainda levaria um bom tempo até que a mentalidade da nação fosse mudada. No entanto, a legislação israelita oferecia um tratamento muito mais humano para os escravos, colocando escravo e senhor em pé de igualdade (cf. Jó 31:13-15). No livro Is God a Moral Monster?, Copan se demora nesse assunto, demonstrando as diferenças positivas dessa atividade em Israel com o restante do Antigo Oriente Médio.
Juros. A matéria cita uma passagem inexistente: Deuteronômio 23:30. O texto correto é Deuteronômio 23:20, onde lemos: “Ao estrangeiro emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros para que o Senhor, teu Deus, te abençoe em todos os teus empreendimentos na terra a qual passas a possuir.” A primeira impressão do texto é óbvia: “bênção” como resultado de um tratamento de exploração para um não israelita. O que os articulistas se esqueceram de notar é que o termo hebraico para estrangeiro, nessa passagem, é nokri, que está relacionado com alguém que estava em Israel para fazer negócios e não para viver nessa nação, como é o caso do vocábulo ger, também traduzido como estrangeiro na maioria das versões bíblicas. Em outras palavras, para aqueles que estavam em Israel com propósitos monetários, deveriam ser cobrados juros. Uma séria introdução para o assunto das finanças na Bíblia pode ser lida emNem Riqueza, Nem Pobreza: As posses segundo a teologia bíblica (Esperança, 2009), escrita por Craig Blomberg, do Denver Theological Seminary, nos EUA.
Vinho. Existem várias palavras para vinho nas línguas originais do Antigo e do Novo Testamentos. Realmente, não é tão simples estabelecer com precisão quando a Bíblia está falando do puro suco de uva ou do vinho (fermentado). No entanto, de acordo com o erudito em Novo Testamento D. A. Carson, da Trinity Evangelical Divinty School, se alguém deseja ter uma ideia de como era tomar vinho nos tempos bíblicos, é necessário diluir uma medida de vinho em duas de água. É por isso que o Apocalipse faz menção da taça da ira de Deus “sem mistura” (Ap 14:8). Essa era a prática comum nos dias de Cristo. Quando não havia essa mistura e o vinho era bebido puro, era considerado “bebida forte”, como aparece em diversas passagens bíblicas.
No caso da Santa Ceia, a última refeição de Jesus com Seus discípulos, o que temos ali era suco de uva, já que naquele mesmo dia teve início a festa dos pães asmos, ou sem fermento, em que qualquer alimento ou bebida fermentada deveria ser retirado da casa dos israelitas por uma semana. Sendo judeu, dificilmente podemos imaginar Jesus tomando algo como nosso vinho tinto naquela ocasião.
Sexualidade. Para aqueles que afirmam a Bíblia tem uma visão estreita sobre a sexualidade, sugiro a leitura de Cântico dos Cânticos. Trata-se de um longo poema que descreve o amor entre um rei, isto é, Salomão, e sua amada, carregado de um belo simbolismo erótico. Ao longo dos oito capítulos, não se encontra em lugar algum a ideia do sexo para procriação, apenas como fonte de prazer. Esse conteúdo “surpreendente” levou diversos teólogos cristãos a fazerem uma leitura alegórica do livro, tentando, assim, apresentar um relacionamento entre Deus (o rei) e Sua igreja (a esposa). Após a reforma protestante no século 16, o livro de Cantares começou a ser analisado como ele é de fato: um poema amoroso. Uma excelente introdução ao assunto da sexualidade no Antigo Testamento por ser vista em The Flame of Yahweh: Sexuality in the Old Testament (Hendrickson, 2007), escrito por Richard Davidson, da Universidade Andrews (EUA).
A imagem da sexualidade que se obtém das páginas da Bíblia Hebraica foi sumarizada por Davidson nestes cinco itens: (1) a sexualidade foi criada por Deus; (2) a sexualidade é para casais; (3) a sexualidade representa igualdade; (4) a sexualidade é fonte de prazer; (5) a sexualidade revela a imagem de Deus. A influência católica a que fomos expostos não nos permite observar esses tópicos com naturalidade. No entanto, cada um desses assuntos pode ser apreciado numa leitura natural dessa obra de Salomão e dos dois capítulos iniciais de Gênesis.
Poligamia. Se essa (acima) é a imagem da sexualidade nas páginas da Bíblia, o que fazer com aqueles textos em que lemos sobre Davi e Salomão tendo várias mulheres? O exemplo citado na Super é o mais gritante: o harém de Salomão contava com setecentas mulheres (1Rs 11:3). A passagem também menciona que ele tinha trezentas concubinas. De acordo com James Hoffmeier, respeitado egiptólogo também da Trinity Evangelical Divinity School, nos EUA, quando um rei enviava sua filha para se casar com outro monarca, era comum enviar algumas servas com a noiva. Essa prática é recorrente nos tabletes de Tell-el-Amarna, descobertos no Egito, no século 19. É bem provável que estejamos vendo essa prática na vida de Salomão.
Independentemente disso, o fato é que uma leitura atenta das narrativas de homens que se envolveram na prática da poligamia demonstra não somente a desaprovação divina, mas também os fracassos resultantes. As histórias de heróis bíblicos que se aventuraram nessa prática, entre eles Abrãao, Jacó, Esáu, Gideão, Davi e o próprio Salomão, registram consequências desastrosas para os filhos e as gerações posteriores. É prudente se lembrar de que a frase “o homem segundo o coração de Deus” aplicada a Davi (1Sm 13:14), foi dada num período em que esse personagem provavelmente nem sequer era casado. Em momento algum os autores bíblicos endossaram a prática promíscua de Davi e dos homens citados anteriormente.
Homossexualidade. Mesmo se Davi tivesse tido relações íntimas com seu amigo Jônatas – o que não concordo –, é preciso se lembrar de que, pelo fato de a Bíblia narrar um incidente, isso não significa que ela o aprove. O motivo pelo qual as Escrituras mantêm opinião contrária às práticas homossexuais é simples: sexualidade é algo sagrado. Não podemos violá-la. Esse é o mesmo motivo pelo qual as Escrituras se opõem ao racismo: nossa etnia é sagrada, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26). Remover o fundamento que se opõe à homossexualidade é também remover o fundamento segundo o qual não existem diferenças entre raças.
Puro e impuro. As leis de pureza e impureza não foram uma invenção da religião israelita. O acadêmico adventista Roy Gane, que estudou sob a tutela do falecido rabino Jacob Milgrom, uma das maiores autoridades sobre o livro de Levítico, demonstra claramente esse tipo de legislação ritual em todo o território do Antigo Oriente Médio em sua obra The NVI Application Commentary Leviticus and Numbers: From the biblical text... to contemparary life (Zondervan, 2004). De acordo com Gane, essas leis estavam relacionadas com vida (pureza) e morte (impureza). Tudo o que lembra morte, isto é, emissão de sangue, sêmen, tocar em um cadáver, lepra, etc. era considerado impureza. O Deus bíblico age de acordo com a realidade daqueles para quem Ele Se revela. Em lugar de simplesmente encerrar as práticas de sacrifícios, Ele instituiu um objetivo para o qual todos os sacrifícios de animais apontariam a partir daquele momento. A religião israelita era uma religião ritualística, e, como tal, encontrou seu cumprimento no ministério e na morte de Jesus Cristo, para quem quase todos os regulamentos apontavam.
Valorização da mulher. Ao contrário do que a matéria da Super apresentou, a Bíblia coloca a mulher numa posição elevada. Apenas a título de ilustração, ela é criada em igualdade com o homem, como evidenciado na expressão hebraica ‘ezer kenegdo (“auxiliadora idônea”, Gn 2:18), dando a ideia de um parte correspondente. Em Provérbios 31, a mulher é apresentada como desenvolvendo atividades de extrema importância, como escolha de um terreno para compra. No livro de Jó, onde há elementos linguísticos, geográficos e históricos que situam os eventos narrados durante o fim do 3º milênio a.C., as filhas de Jó recebem uma herança, assim como os filhos. Isso é inédito para aquela época. Jó está em desacordo com as leis da época, mas age como Deus agiria: com igualdade.
No Novo Testamento, a situação é ainda mais clara. A valorização da mulher por parte do fundador do cristianismo é algo fascinante. Em João 4, Ele conversa com uma mulher à luz do dia, prática essa totalmente desencorajada naquela sociedade. No relato de Sua ressurreição, a primeira pessoa a encontrá-Lo ressuscitado é uma mulher, Maria Madalena. O testemunho de uma mulher não era sequer levado a sério num tribunal, como atesta o historiador judeu do 1º século d.C. Flávio Josefo. Mesmo assim, a pessoa a quem Jesus resolveu Se mostrar após o evento que Lhe garantiu a vitória sobre a morte foi uma mulher.
Dizer que as mulheres deviam ser submissas aos maridos (Ef 5:22) é apenas uma parte da verdade. Existe uma responsabilidade masculina: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25). Não há espaço para um comportamento tirânico por parte do homem. O respeito da esposa pelo marido deve ser balanceado com o amor incondicional do esposo pela esposa. Dificilmente pode-se ver machismo aqui.
A publicação desse artigo da Super me fez lembrar de uma história. C. S. Lewis, no livro A Última Batalha, o último da sua obra As Crônicas de Nárnia, descreve a maior crise já enfrentada pelos narnianos. Uma falsa representação de Aslam, o Grande Rei, minava a esperança no coração dos moradores de Nárnia. No entanto, o rei Tilian e duas crianças vindas de Londres estavam dispostos a lutar pela liberdade daquele país. Quando eles viram um grupo de anões sendo levados como escravos, renderam os guardas que os levavam e puseram em liberdade os prisioneiros. Em lugar de um sentimento de gratidão e da prontidão de lutar pelo verdadeiro Aslam, os anões se tornaram céticos quanto à existência do Leão. O que se ouviu foram frases carregadas de desprezo e indiferença em relação Àquele que fundara Nárnia. Apenas um dos anões se uniu ao grupo do rei Tilian. No fim da história, quando o próprio Aslam se revela, esses mesmos anões conseguem se tornar mais céticos. Belas violetas para eles são como palha. O local paradisíaco em que eles estão é somente escuridão na mente deles. Finalmente, o Leão lhes oferece um maravilhoso banquete, mas, ao comerem, pensavam estar comendo capim e bebendo água suja tirada do cocho de um jumento. Reclamações, injúrias era tudo o que eles conseguiam dizer. “Eles não nos deixarão ajudá-los”, disse Aslam. “Preferem a astúcia à crença”.
Os anões de Nárnia se parecem com a nossa sociedade ocidental. Não foi uma cosmovisão panteísta ou naturalista que nos trouxe ao patamar em que nos encontramos de tolerância e igualdade. O único fundamento que poderia ter proporcionado essa moldura moral que temos hoje é o teísmo judaico-cristão. Liberdade de consciência não foi uma contribuição do Iluminismo, mas, sim, da Reforma protestante do século 16. Mesmo assim, muitos se tornam vorazes combatentes da fé cristã e, como britadeiras, desejam destruir o fundamento sobre o qual estão em pé. O jornalista Matthew Parris, ateu e homossexual, foi claro em um dos seus artigos no jornal britânico The Times, afirmando que a África precisa de Deus. Quem sabe, em breve, vejamos alguém com essa sinceridade dizendo que nossa nação precisa de Deus.
(Luiz Gustavo Assis é bacharel em teologia e pastor adventista em Porto Alegre, RS; artigo preparado para o blog Criacionismo.com.br)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Evangelismo e Testemunho como Estilo de Vida, 21 a 28 de abril
“Em Jope havia uma discípula chamada Tabita, que em grego é Dorcas, que se
dedicava a praticar boas obras e dar esmolas”. Atos 9:36
“pregar o evangelho em todos os momentos, e quando necessário usar palavras”. Ao afirmar isto, Francisco de Assis estava colocando diante da sociedade cristã presente como a futura uma correta perspectiva do que é ser cristão. Ele não estava desestimulando a pregação verbal e urgente, mas, mostrando o quanto é poderoso o evangelho de Cristo, pois mesmo em silêncio ele é pregado. Antes de ser pregado, ele deve ser vivido. Sua afirmação corrobora com a declaração de Ellen G. White:
“Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário.
Assim que vem a conhecer o Salvador, deseja pôr os outros em contato com Ele. A santificadora verdade não pode ficar encerrada em seu coração. Aquele que bebe da água viva torna-se uma fonte de vida. O recipiente vem a ser um doador”. A Ciência do Bom Viver, 102.
Logo quando nasce da água e do Espírito, o cristão já possui as credenciais e a autoridade missionária. Não terá que esperar algum tempo, ou treinamento, ele já é um missionário. No silêncio dos momentos posteriores à sua conversão o evangelho já pode ser ouvido pelos seus primeiros passos.
Domingo, 22 de abril - Sermões Silenciosos
Os cristãos haveriam de ser reconhecidos como discípulos de Cristo por meio do amor demonstrado uns pelos outros, porquanto, no exercício desse afeto, estariam imitando ao seu Senhor e Mestre. Nas palavras apresentadas em João 13:35 “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. Pelo menos três ênfases encontramos no texto joanino:
Assim que vem a conhecer o Salvador, deseja pôr os outros em contato com Ele. A santificadora verdade não pode ficar encerrada em seu coração. Aquele que bebe da água viva torna-se uma fonte de vida. O recipiente vem a ser um doador”. A Ciência do Bom Viver, 102.
Logo quando nasce da água e do Espírito, o cristão já possui as credenciais e a autoridade missionária. Não terá que esperar algum tempo, ou treinamento, ele já é um missionário. No silêncio dos momentos posteriores à sua conversão o evangelho já pode ser ouvido pelos seus primeiros passos.
Domingo, 22 de abril - Sermões Silenciosos
Os cristãos haveriam de ser reconhecidos como discípulos de Cristo por meio do amor demonstrado uns pelos outros, porquanto, no exercício desse afeto, estariam imitando ao seu Senhor e Mestre. Nas palavras apresentadas em João 13:35 “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. Pelo menos três ênfases encontramos no texto joanino:
- Cristo estava muito interessado que os discípulos amassem uns aos outros. Enquanto o estilo do mundo é ser cada um por si, os discípulos deveriam ser cordiais uns com os outros. O texto não diz que a identificação de um discípulo se dá pela realização de milagres. Cristo, o amor encarnado teria que ser o exemplo vivo de sua religião, o símbolo mais importante da verdadeira religião.
- Que a verdadeira honra dos discípulos seria a de sobressaírem no amor fraternal.
- Caso os cristãos não se amassem, eles trariam uma injusta vergonha sobre sua fé, dando motivos justos para suspeitarem de sua própria sinceridade.
Paulo compreendeu bem a respeito da influência positiva dos cristãos para a sociedade da época. Ao qualificar os fieis de “cartas”, ele estava corroborando com a idéia de que cada vida cristã é uma tradução do evangelho; pois qualquer bem que ali exista é produto do evangelho.
Os homens podem ler nossas vidas, elas devem ser traduções de Cristo. Muitas pessoas terão o conhecimento de Cristo, através da reprodução de Sua imagem em nossas vidas. Ou seja, um gesto ou exemplo, vale mais que mil palavras.
Segunda e Terça, 23 e 24 de abril- Compaixão pelas Pessoas, Calçando os Sapatos das Pessoas
Jesus desfragmentou diversos paradigmas estabelecendo outros. No período de Seu ministério, Jesus vivencia é testemunha de uma religião fria, indiferente, distante. Grupos da sociedade eram marginalizados por aqueles que deveriam ir ao seu encontro.
Mas o matiz missionário que é a marca identificadora de Cristo é estabelecido, e paradigmas presentes da religião judaica são confrontados com novas perspectivas religiosas introduzidas por Cristo. Citam-se os exemplos:
- Encontro de Jesus (homem) com uma mulher ( João 8:9) – Paradigma de Gênero;
- Encontro de Jesus com uma pessoa que não pertence a fé judaica (Mateus 8:5) – Paradigma inter-religioso;
- Encontro de Jesus com uma estrangeira (João 4) – Paradigma intercultural
A dissolvição dos paradigmas sócio-religiosos dos judeus evidencia a predisposição de Cristo em ser cúmplice e empático para com os sofredores. Sua compaixão é irrefutável. Ele não realizava grandes obras para obter discípulos, essas obras faziam parte de seu ser. As boas obras estavam intrinsecamente ligadas a Ele.
Jesus Cristo tinha os pés com medidas variadas, todos os calçados de qualquer pessoa poderia facilmente encaixar nos pés do Senhor.
Quarta e Quinta, 25 e 26 de abril - Uma Vida Acolhedora, Ampliando seu Circulo de Amigos
Geralmente família e amigos são as pessoas que encontramos mais dificuldades para evangelizarmos. Há um ditado que mostra isso “santo de casa não faz milagre”.
No entanto, Cristo sugere que o endemoninhado de Gadara, retorne para o seio familiar levando as boas novas da salvação. A maior bênção que podemos proporcionar para as pessoas que vivem ao nosso redor, levar-lhes a mensagem de resgate, reconciliação e redenção.
Destaco três coisas na vida deste homem após sua libertação:
- Ele desejou poder acompanhar a Cristo (v. 18), talvez por medo de ser perturbado pelos demônios, ou medo de permanecer naquela comunidade idólatra;
- Cristo não permitiu que ele o acompanhasse, para que não parecesse ostentação, e o fez saber que ele precisava pregar para sua família e amigos. Ele devia contar aos seus sobre a compaixão que o Senhor teve por ele, na sua infelicidade;
- Ele foi e proclamou conforme Jesus havia recomendado (v. 20). Essa é uma dívida que nós temos, tanto com o Senhor quanto com os nossos irmãos, para que Ele possa ser glorificado, e eles, edificados.
Devemos estar cônscios de que estamos no mundo, mas não somos do mundo.
A consciência de que o mundo é pervertido, inútil ou inferior ao caminho celestial.
Não podemos ser participantes entusiastas das coisas do mundo. Devemos viver antagonicamente com a maldade desta geração.
A consciência de que o mundo é pervertido, inútil ou inferior ao caminho celestial.
Não podemos ser participantes entusiastas das coisas do mundo. Devemos viver antagonicamente com a maldade desta geração.
No texto de João 17 também chamado de Oração Sacerdotal encontramos três
solicitações em relação ao dia dia espiritual dos discípulos:
- Verso 11, Guarda-os em teu nome – visava a proteção aos discípulos para que eles não caíssem da fé, e não se separassem uns dos outros, unidade;
- Verso 13, Ter a alegria completa de Cristo – senso de total bem-estar;
- Verso 15, Resguarda-os das impiedades deste mundo, esta era a mensagem de Jesus neste verso.
As orientações de Cristo tinha como objetivo principal o êxito nas missões evangelísticas. Entretanto, o sucesso missiológico da igreja dependerá diretamente do cuidado individual, cuidado para com nossos familiares e também para com as pessoas independente da ligação que tenha conosco.
Pr. Clodoaldo Tavares dos Santos
Capelão do Colégio Adventista Cidade Nova – ABA – UNB
domingo, 22 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
SBB divulga a Bíblia em 2.539 idiomas
Para cumprir a missão de ampliar o acesso ao texto bíblico, as Sociedades Bíblicas de todos os países, bem como outras organizações dedicadas à tradução bíblica, vêm trabalhando em parceria com instituições missionárias e tradutores para produzir, a cada ano, Escrituras em idiomas de todos os continentes. Nos dois últimos anos, houve um expressivo avanço nesse trabalho, com a publicação de 30 edições inéditas do texto bíblico, entre as quais sete edições do Novo Testamento e dez da Bíblia completa. De acordo com o Relatório Mundial de Tradução de Escrituras, publicado pelas Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) a partir de informações coletadas pelo Museu da Bíblia da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e pelo setor de Bíblias das SBU na Biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, até 31 de dezembro de 2011, já foram registradas publicações do texto bíblico em 2.539 diferentes línguas: 1.241 Novos Testamentos’823 porções bíblicas e 475 Bíblias completas.
“Esses esforços em traduzir a Palavra de Deus para todos os povos devem ser motivos de agradecimento a Deus. No entanto, é preciso ter em mente que existem mais de 6,9 mil línguas no mundo e, portanto, há ainda inúmeras pessoas que não têm acesso à mensagem e aos valores bíblicos na língua que lhes fala ao coração”, avalia Erní Seibert, secretário de Comunicação e Ação Social da SBB e responsável pela elaboração do documento.
O continente africano lidera o número de traduções, com 743 idiomas, seguido pelo asiático, com 618. Nas Américas, já foram realizadas 515 traduções. Os países da Oceania somam 449 traduções e dos da Europa têm 210. Existem ainda três publicações em idiomas construídos, como, por exemplo, o esperanto. O relatório não apresenta apenas registros de traduções realizadas pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Ele inclui Escrituras traduzidas e publicadas por diversas organizações. O objetivo é apresentar um panorama mundial do trabalho que tem sido realizado pela difusão da mensagem bíblica. Além das publicações em primeira edição, o relatório mostra também o crescimento, ano a ano, das revisões e novas edições, o que denota o esforço empreendido pelas organizações envolvidas de constante atualização da linguagem e melhoria das publicações.
No biênio 2010/2011, entre as 30 publicações em línguas que ainda não haviam recebido traduções da Bíblia, destacam-se as seis publicações realizadas em idiomas da Índia, incluindo quatro Novos Testamentos e uma Bíblia completa. O Brasil também obteve resultados expressivos com o registro de três novas publicações. Ainda na América do Sul, foram lançadas novas obras na Colômbia e no Equador.
No Brasil, onde são falados mais de 185 idiomas por cerca de 200 diferentes grupos étnicos, entre indígenas e descendentes de imigrantes, a SBB apoia as iniciativas de organizações cristãs especializadas em tradução do texto bíblico e, nos últimos dez anos, esse trabalho se intensificou, gerando vários lançamentos. Entre 2010 e 2011, foram publicadas obras em três idiomas pela primeira vez: Nadëb, Parakanã e Tembé.
Síntese do Relatório Mundial de Tradução de Escrituras 2011:
Síntese do Relatório Mundial de Tradução de Escrituras 2011
| Continente ou Região | Porções | NTs | Bíblias | Total |
| África | 227 | 334 | 182 | 743 |
| Ásia | 207 | 265 | 146 | 618 |
| Austrália/Nova Zelândia/ Ilhas do Pacífico | 138 | 271 | 40 | 449 |
| Europa | 107 | 41 | 62 | 210 |
| América do Norte | 41 | 30 | 8 | 79 |
| Ilhas do Caribe / América Central / México / América do Sul | 101 | 300 | 36 | 437 |
| Línguas Construídas | 2 | 0 | 1 | 3 |
| Total | 823 | 1.241 | 475 | 2.539 |
A SBB – A Sociedade Bíblica do Brasil é uma entidade sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, assistencial, educativa e cultural. Sua finalidade é traduzir, produzir e distribuir a Bíblia, um bem de valor inestimável, que deve ser disponibilizado a todas as pessoas. Além disso, por seu caráter social, desenvolve programas com o objetivo de promover o desenvolvimento espiritual, ético e social da população brasileira. Fundada em 1948, construiu sua trajetória com base na missão de “promover a difusão da Bíblia e sua mensagem como instrumento de transformação espiritual, de fortalecimento dos valores éticos e morais e de incentivo ao desenvolvimento humano, nos aspectos espiritual, educacional, cultural e social, em âmbito nacional”.
A SBB faz parte de uma fraternidade mundial criada no início do século XIX com o objetivo de facilitar o processo de tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas por meio de estratégias de cooperação mútua. As SBU congregam 146 Sociedades Bíblicas, atuantes em mais de 200 países e territórios. Essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias, numa linguagem que as pessoas possam compreender e a um preço que possam pagar.
Luciana Garbelini
Fonte: SBB
Caminhada pode curar depressão, diz pesquisa
Um simples passeio pode ser um eficiente tratamento para curar a depressão. A constatação é da Universidade de Stirling, da Escócia, e foi publicada na revista científica Mental Health and Physical Activity. Exercícios mais fortes já haviam demonstrado eficácia, mas é a primeira vez da comprovação que uma atividade moderada traz benefícios.
O estudo analisou dados de oito pesquisas realizada com 341 pacientes. Estimativas mostram que uma entre dez pessoas, em algum momento da vida, terá depressão. A condição exige, geralmente, tratamento com medicamentos, mas os exercícios são indicados em caso de sintomas leves.
Os autores dizem que a grande vantagem da caminhada é que ela pode ser praticada pelas pessoas sem implicar grandes custos, além de ser fácil de incorporar a rotina diária. Apesar da constatação, os pesquisadores alertam que serão necessárias mais estudos, como a duração necessária do exercício, a velocidade indicada e o local mais adequado.
Outras universidades já realizaram estudos sobre o tema. A ONG de saúde mental Mind afirma que só o fato de passar algum tempo ao ar livre ajuda depressivos.
— Para obter o máximo de satisfação é preciso encontrar exercícios que você goste de praticar. Experimente coisas diferentes, como a jardinagem, andar de bicicleta e até mesmo nadar na praia. Exercitar-se com os outros pode ser bom e ainda é uma oportunidade de fortalecer as relações sociais com amigos e familiares — diz o chefe executivo da Mind, Paul Farmer, à BBC.
*Esta matéria foi publicada pela editoria Saúde
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Projeto estimula leitura diária da Bíblia a partir de 17 de abril
Ler a Bíblia diariamente representa, para muitos, mais do que a simples leitura de um livro. É a oportunidade de ter acesso aos ensinamentos de Deus de maneira constante e com chances de se fixar com maior precisão os conteúdos assimilados. Um bom exemplo é o do jovem administrador Alan Jabor, que mora em Brasília, e que em 2012 vai para sua terceira experiência de leitura diária daBíblia Sagrada. Aliás, exemplares da Bíblia é o que não faltam à disposição de gente interessada em desfrutar dos ensinamentos registrados por mais de 40 autores em um período de aproximadamente 1.500 anos. Para todas as faixas etárias, gostos literários e preferência de materiais e cores.
A Sociedade Bíblica do Brasil, uma das maiores do mundo, divulgou em 2011 que chegou a 100 mil exemplares do livro impressos. No planeta, calcula-se que a tiragem da Bíblia oscile entre seis e oito bilhões de exemplares. No dia 17 de abril, a Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia pretende motivar os mais de 17 milhões de membros em todos os continentes a iniciarem uma jornada pelas páginas bíblicas com a sugestão da leitura de um capítulo diário. A ideia é concluir essa grande mobilização em 2015, ano em que ocorre a tradicional assembléia qüinqüenal em San Antonio, no Texas, Estados Unidos. É o projeto Reavivados por Sua palavra: uma viagem de descobrimento através da Bíblia.
O jovem Alan Jabor explica que, nesse ano, resolveu acompanhar a leitura tradicional com o áudio para ter mais vívidas as palavras do antigo e novo testamentos em sua mente. “Existem algumas versões, inclusive, com uma espécie de dramatização dos textos bíblicos, o que é muito interessante e nos ajuda”, comenta. Para ele, os benefícios desse hábito são vários: comunhão com Deus, entendimento dos conceitos da Bíblia e dos propósitos divinos para sua própria vida.
No ano passado, o documento a respeito desse projeto foi votado por líderes sul-americanos adventistas. A ênfase nessa leitura permanente da Bíblia não é o de pura e simples memorização de capítulos e versículos. O objetivo é bem maior e abrange o conceito de que o reavivamento e reforma espirituais passam necessariamente por oração e estudo profundo da Bíblia Sagrada. Um dos trechos do documento diz, inclusive, que “sem um estudo sistemático da Palavra de Deus, a ênfase atual em reavivamento e reforma logo se extinguirá, se rebaixará a um simples slogan sentimental e resultará em uma experiência espiritual falsa. O estudo da Palavra de Deus que leva a uma experiência transformadora com Jesus não é opcional no reavivamento: é fundamental”.
Saiba mais sobre o projeto em http://reavivamentoereforma.com/projeto-reavivados-pela-palavra/
[Equipe ASN, Felipe Lemos]
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Comentário da Lição da Escola Sabatina - Pr. Clodoaldo Tavares dos Santos - O Ministério de Cada Cristão
O Ministério de Cada Cristão, 7 a 14 de Abril
“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as virtudes dAquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz”. I Pedro 2:9.
Pedro descreve o novo Israel fazendo uso da descrição direta de Deus que estabeleceu ao antigo Israel privilégios e responsabilidades (Êxodo 19:5 e 6).
A teologia do sacerdócio real não começa no Novo Testamento. No Sinai Deus prometeu que Israel seria um reino de sacerdotes para comunicar poder e a presença de Deus. O poder e a presença de Deus são privilégios metafísicos que acompanhariam Israel. A principal responsabilidade constitui no cumprimento da missão. Que, aliás, o próprio texto identifica sua amplitude, ‘todos os povos’ (Êxodo 19:5).
Há uma ligação lógica entre o que Pedro afirmou em sua primeira carta sobre o sacerdócio de todos os crentes com o que Paulo escreveu em II Coríntios 5:15 a 20. Veja, para Pedro os sacerdotes de Deus contemporâneos, são àqueles que foram tirados das trevas e colocados na Luz. Para Paulo, os que foram reconciliados com Deus por meio de Jesus, são constituídos em embaixadores de Cristo. Ambos usam termos para qualificar o trabalho de Deus para com a raça humana (salvação) como também definir o trabalho daqueles que foram salvos.
“Muitos dos crentes a quem Pedro dirigiu suas cartas estavam vivendo no meio do paganismo, e muito dependia de permanecerem eles fiéis à alta vocação de sua profissão. O apóstolo insistia em seus privilégios como seguidores de Cristo Jesus. "Vós sois a geração eleita", escreveu, "o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia." Atos dos Apóstolos, 521.
A santidade do crente oportuniza-o para a missão da igreja, enquanto que, uma vida pecaminosa constante e inveterada é desqualificadora para o exercício da função de embaixador de Deus.
Um Embaixador é o funcionário diplomático de mais alto nível acreditado junto a um Estado estrangeiro ou organização internacional, encarregado de chefiar a missão diplomática de seu país que ostente a classificação de Embaixada ou Delegação, ou seu equivalente. É este privilégio que Deus tem nos concedido, sermos Seus representantes do mais alto nível.
Os embaixadores identificados por Paulo, fazem parte da igreja que recebe de Deus por parte de Pedro vários títulos:
1- Raça Eleita – o vocábulo grego para ‘raça’ é ‘genos’. Este termo significa grupamento de gente com vida e descendência comuns. Somos descendentes de Deus. Através da criação somos criaturas, pela redenção somos filhos. A unidade fundamental de nossa hereditariedade é CRISTO;
2- Sacerdócio Real – somos sacerdotes pertencentes à família real. João em apocalipse também identifica os santos como sacerdotes e reis (Apocalipse 1:6 e 5:10). A idéia de Pedro e João de que os sacerdotes cristãos são também reis, acrescenta ênfase à elevada posição e ao privilégio de que desfrutam;
3- Nação Santa – Pedro apresenta a igreja de Cristo como um conglomerado de pessoas ‘santas’. É através da transformação moral pelo processo de santificação que vamos sendo transformados segundo à imagem de Cristo. A igreja é santa porque indivíduos foram ‘separados’(separação para Deus faz parte inerente do termo grego’agios’). Homens e Mulheres separados do mundo, de seus vícios e corrupções, como também da incredulidade. O interessante é que Deus separa e depois ajunta, aglomera formando assim a Sua Igreja , cujo termo grego ‘eclesia’ significa assembléia, reunião;
4- Povo de Propriedade Exclusiva de Deus – não pertencemos a nós mesmos, sendo assim, não podemos agir como melhor nos pareça. Como afirmou o salmista: “Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (ver Salmo 100:3).
5- A Fim de Proclamardes – as explanações acima são as justificativas para as responsabilidades dos indivíduos fieis, que juntos formam o corpo organizado de Cristo, Igreja. ‘Virtudes’ do grego ‘arete’ que significa ‘excelência moral, manifestação do poder divino.
O crente deve exibir, em suas palavras e em sua vida, não meramente a bondade de Deus, mas também a Sua glória, a Sua grandeza, todos os Seus nobres atributos, como a justiça, a sabedoria e a força. Essa fora a responsabilidade dos hebreus, com o infortúnio do fracasso, então Deus colocou essa responsabilidade sobre a Igreja Cristã (ver Mateus 21:43). Essa responsabilidade é muito claramente descrita no Antigo Testamento: “Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas”. Salmos 96:3 / “Dêem honra ao Senhor e anunciem a Sua glória nas terras do mar”. Isaias 42:10. E no Novo Testamento, principalmente na comissão evangélica (ver Mateus 28:18 a 20).
O verso para memorizar desta lição é uma preciosidade hermenêutica. Como corpo de Cristo, a Igreja recebe este fundamento bíblico para sua existência, sua missão, sua realidade espiritual.
Em termos bíblicos é justificada a necessidade não somente de trabalhadores, mas também do sentimento de urgência para a execução da semeadura e da colheita. Ellen G. White declarou: “O Senhor chama cristãos vivos, trabalhadores e crentes”. Review and Herald, 21 de abril de 1903.
Como descendentes de Deus, nossas individualidades devem ser postas a serviço do Senhor. Se a individualidade está pondo em risco a unidade do corpo de Cristo, ela deve ser deixada de lado. Muitas vezes se faz necessário a submissão de qualquer preferência pessoal, ou vontades para que Deus seja honrado e Sua obra realizada.
“Os crentes de Tessalônica eram verdadeiros missionários. Seu coração estava inflamado de zelo pelo seu Salvador, que os livrara do temor da "ira futura". I Tess. 1:10. Mediante a graça de Cristo, operara-se-lhes na vida uma transformação maravilhosa; e a Palavra do Senhor, pregada por eles, era acompanhada de poder. Por intermédio das verdades apresentadas, corações foram ganhos e almas acrescentadas ao número dos crentes”. Atos dos Apóstolos, 256.
Juntos somos mais fortes. Agora, juntos e unidos a Cristo somos invencíveis. Raça, Sacerdócio, Nação, Povo. Palavras que transmitem unidade que absorvem uma coletividade. Quando este Povo, este Sacerdócio, esta Nação ou esta Raça estiver devidamente ligado a Cristo, honra chegará ao terceiro Céu e as maravilhas de Deus serão desejadas pela sociedade ora corrupta e anunciada pelos Seus trabalhadores.
Os relatórios sempre fizeram parte das missões do povo de Deus. O relatório dos espias, relatório de Tiago ao fim do Concílio de Jerusalém, há relatórios no Céu. Isto implícita ordem e sistematização com fins didáticos. A igreja de Deus não poderia ser diferente. Observe a declaração de Ellen G. White:
“É perfeita a ordem no Céu, assim como a obediência, a paz e a harmonia. Os que não têm tido nenhum respeito pela ordem e a disciplina nesta vida, não respeitarão a ordem observada no Céu. Não poderão ser ali admitidos; pois todos quantos houverem de ter entrada no Céu amarão a ordem e respeitarão a disciplina” Conselho Sobre Educação, 43.
Conclusão:
A história da humanidade tem demonstrado que progressivamente o homem tem banido o pecado de seu pensamento como algo inexistente. O psiquiatra Karl Menninger em seu livro What Happened to sin? Evidencia que o homem moderno não se sente responsável perante Deus. O mal perdeu sua dimensão vertical.
Dr. Russell Shedd afirma que “o pecado é uma afronta ao justo Legislador do universo. Ele não excitou em destruir toda forma de vida”. Fundamentos Bíblicos da Evangelização, 27. Isso nos faz lembrar de que a ira de Deus não é nenhuma teoria abstrata, mas, a pura verdade.
O dilema humano repousa sobre seus atos maus, os quais provocam uma aversão à luz do evangelho. Os homens têm odiado a única luz capaz de salvá-los de seu destino. Essa situação não se parece com o vício das drogas, do álcool e do tabaco? A condescendência leva a uma escravidão ainda maior. No fim da estrada do pecado encontra-se o poder satânico da morte à espera de suas vítimas para devorá-las.
Deus nos chama para efetuarmos a tarefa de levar libertação para estes que estão repousando sobre o abismo, descansando nas trevas, afundados no pecado.
Pr. Clodoaldo Tavares dos Santos
Capelão do Colégio Adventista Cidade Nova – ABA – UNB
terça-feira, 27 de março de 2012
TV cultura exibe reportagem especial sobre o sábado
São Paulo, SP … [ASN] O programa Via Legal, exibido nas emissoras de
televisão Cultura, TV Brasil e TV Justiça, realizou uma reportagem
especial sobre a guarda do sábado, relacionando estudos e trabalhos. A
equipe entrevistou adventistas e judeus para colher as informações para
os mais de seis minutos de matéria.
O foco principal foi mostrar os conflitos existentes em ambientes
universitários entre a guarda do sábado a cultura da instituição. Muitas
vezes, o caso pode chegar até na justiça. Essa motivação surgiu por
meio da repercussão do caso de Quielze Miranda, de 19 anos, que também
foi entrevistada. A estudante adventista conseguiu na justiça o direito
de preservar sua crença religiosa (sábado), que não estava sendo
concedido pela universidade que estuda.
[Equipe ASN, Gabriel Stein de
Servi]
Veja reportagem na íntegra:
sexta-feira, 23 de março de 2012
Comentário Lição 12 - Histórias de Amor - (Edilson Valiante) E O PROGRAMA LIÇÕES DA BÍBLIA DA TV NOVO TEMPO
Histórias de amor
VERSO PARA MEMORIZAR: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Com amor eterno te amei; também com amável benignidade te atraí” (Jr 31:3, RC).
Pensamento-chave: Como devemos entender o lado amoroso de Deus?
O amor é, talvez, o atributo de Deus lembrado com mais facilidade. De fato, não podemos superestimar o amor de Deus, nem esgotar sua profundidade. Mas talvez haja um aspecto de Seu profundo amor que não é devidamente considerado, isto é, Deus como romântico.
Comentário
Introdução
Com exceção da palavra “vida”, a expressão “amor” é o termo bíblico abstrato mais significativo. Pela sua natureza e riqueza de significado, não é fácil a tarefa de defini-lo em todas as nuances e variações.
Na língua portuguesa, o verbo “amar” (e a forma nominal “amor”) tem um significado extremamente amplo, especialmente em nossos dias: querer muito bem, sentir ternura ou paixão, afeição, dedicação, sentir prazer, gostar, praticar ato sexual (físico ou virtual), possuir, desejar, querer, etc.
Amor no Antigo Testamento
No Antigo Testamento, a palavra mais comum que traduz amor é a expressão hebraica ahab ou a variação aheb. Elas ocorrem cerca de 250 vezes tanto na forma nominal como na verbal. O termo denota um sentido de amor amplo, incluindo o amor romântico e legítimo entre pessoas, o amor fraternal e o amor divino. Sempre tem um sentido forte e intenso, com característica natural, espontânea (não de escolha deliberada), tanto de forma emocional como racional, de abrangência ampla e complexa. Tem o sentido de desejo, de possuir e de estar na presença do objeto amado.
A segunda expressão mais importante para amor no Antigo Testamento é hesed, denotando uma escolha deliberada de afeição e bondade, com um forte sentido de lealdade. Nas nossas Bíblias, hesed normalmente é traduzido por “bondade”, “graça”, “misericórdia” e “amor longânimo”. O termo ocorre mais frequentemente em Gênesis para expressar o amor humano. Em Deuteronômio é comum o sentido de amor a Deus. Também ocorre com certa frequência em Salmos e em Provérbios.
Outra palavra para expressar o sentido de amor no Antigo Testamento é haham. Traduzida normalmente por “amor” e “compaixão”, ela ocorre cerca de 26 vezes no texto hebraico. O significado da raiz da palavra é “nascido do mesmo ventre” e representa a ideia e sentimento do amor entre irmãos.
O significado mais comum dessas expressões é o amor fruto do relacionamento entre um homem e uma mulher. É obvio que o sentido possui uma conotação sexual, mas incluindo um significado de afeição, lealdade, admiração e desejo dentro dos limites das relações legítimas, como no caso de Isaque e Rebeca (Gn 26:67). Pode se referir a uma forma de amor que ainda está fora do âmbito de um casamento, expressando vontade de se casar e cuidar do objeto desse amor, como no caso de Siquém e Diná (Gn 34:3). É muito raro que o Antigo Testamento use o sentido de amor para um relacionamento baseado na luxúria e desregramento sexual (2Sm 13:1).
O sentido de amor como relacionamento sexual está mais presente em Ezequiel (16:33, 36ss; 23:5, 9, 22), mas aparece também em Jeremias (2:25) e em Oseias (3:1). Contudo, quando o Antigo Testamento deseja se referir ao ato sexual especificamente, é usado o termo yada, que é traduzido como “conhecer” e também a expressão sakab, que quer dizer “deitar-se”. Essa duas palavras realmente descrevem o “tornar-se uma só carne” e onde está fundamentado o voto de fidelidade matrimonial.
No livro de Cantares, a conotação do amor entre homem e mulher é complexo e abrangente, significando cuidado, romance, ternura, intimidade e sexo que brotam do íntimo (8:6). Algumas pessoas, movidas por pressuposições contemporâneas só enxergam o aspecto sexual e erótico que, inegavelmente, está presente no livro. Temos que observar, contudo, o caráter “adulto” de como o amor sexual aparece ali descrito.
É abundante no Antigo Testamento o uso das expressões alistadas como amor para definir os relacionamentos humanos numa ampla variedade. É usado para descrever o amor entre pais e filhos, como entre Abraão e Isaque, onde o verbo amar acontece pela primeira vez na Bíblia (Gn 22:2). É frequente para definir o afeto entre uma nora e sua sogra, como Rute e Noemi (4:15), entre amigos como Davi e Jonatas (1Sm 18:1; 2Sm 1:26), entre vizinhos (Lv 19:18) e até o afeto especial de um escravo por seu senhor ao decidir permanecer sob seu domínio (Êx 21:5). O termo é tão amplo em significado que pode definir o sentimento de uma nação por seu líder, como no caso de Davi e Israel (1Sm 18:16) e um rei vassalo (Hirão de Tiro) ao seu senhor (1Rs 5:1). Em Levítico 19:34, aparece o sentido indicado pela lei como recomendando amor ao próximo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. A lei deveria ser amada (Sl 119:97).
Há também ocorrências mais “vulgares” onde a expressão amor é usual: amor por alimento (Gn 27:4); amor ao sono (Pv 20:13); amor à prata (Ec 5:20) e às instruções (Pv 12:1).
Todas estas expressões hebraicas referidas acima também são usadas para expressar o amor de Deus para com os seres humanos. Na maioria das vezes o termo ahab é usado (Dt 7:8; 2Sm 12:24; Pv 3:12; Is 43:4). A palavra hesed enfatiza um relacionamento com base no concerto (Sl 36:7; Is 63:7; 2Cr 1:8). Raham, por sua vez, frequentemente expressa o sentido de solicitude que Deus tem para conosco (Sl 103:13). O amor divino revelado em Is 43:25 é considerado a maior expressão de graça de todo o Antigo Testamento. O amor do Deus verdadeiro é contrastado com o amor pretensamente manifesto pelos outros deuses, porque é um amor que procura, que sofre junto e é desinteressado.
No que diz respeito ao amor dos seres humanos para com Deus é usualmente presente no livro de Salmos. O salmista ama a Deus por causa de sua gratidão (116:1). O povo de Deus é exortado a amar a Deus em toda a sua plenitude (31:23; 145:20; ver também Dt 6:5; 30:6). Normalmente, esse amor advém como reação à iniciativa divina – Deus manifesta Seu amor e o ser humano o aceita ou o rejeita.
Na literatura grega clássica a expressão mais comum para caracterizar amor é eros, que é o amor sexual, sensual, impulsivo e espontâneo. Essa palavra tem sua origem na mitologia onde o deus do amor é Eros. A união sexual dos deuses mitológicos gregos era expressa nas mais variadas formas de culto pagão. Não é difícil compreender que as expressões na língua portuguesa “erótico” e “erotismo” têm sua origem no sentido clássico de eros.
Essa ideia grotesca e sexual de amor acabou por ter seu significado revertido pelos filósofos gregos, especialmente Platão. Para ele, eros passou a significar uma aspiração meramente contemplativa do divino.
É um equívoco dizer que agápe, cuja raiz tem sua origem “no mundo sem cor”, foi usada pelos gregos para definir o amor genuíno, essencial. Raramente essa expressão era empregada no grego clássico, pois indicava apenas o desejo de alguém ou de alguma coisa.
Temos que ressaltar, entretanto, que, a partir dos pais da igreja, houve uma idealização teo-filosófica do termo agápe, dando-lhe um significado de “amor essencial”, contemplativo e místico (a exemplo do eros de Platão).
É surpreendente observar que os tradutores da LXX (Septuaginta - a versão grega do Antigo Testamento, originalmente escrito em hebraico) ignoraram o termo mais comum para amor no grego clássico, eros, por causa de sua conotação acentuadamente sexual. Assim, em lugar do hebraico ahab e seus sinônimos, a LXX passou a empregar a expressão grega agápe. Dessa forma, a tradição judaica eliminou do texto bíblico a influência negativa de eros, que vai aparecer apenas uma vez na LXX, em Provérbios 7:18. Eros está totalmente ausente no texto do Novo Testamento e aparece apenas uma vez nos escritos de Ignácio, um dos pais da igreja do século 2. A LXX usa mais de 300 vezes a expressão agápe, que passa a ter, na cultura judaico-cristã, a conotação de um amor puro e verdadeiro, sentido que não estava presente no grego clássico.
Amor no NT
Como já deixamos estabelecido acima, pela influência da LXX, a palavra grega que expressa o amor erótico, com características meramente sexuais, não aparece no texto grego do Novo Testamento. Duas expressões verbais gregas se destacam para definir o sentido do verbo amar: phileo e agapao (e as formas substantivas agápe e philós).
Philós ocorre 30 vezes no Novo Testamento e expressa um relacionamento próximo, de amizade, estima e afeto terno (Lc 14:12; Jo 11:11 At 19:31). É o termo usado para expressar os “amigos do noivo” em João 3:29. Os discípulos são chamados de “amigos de Jesus” (Lc 12:4), assim como Abraão é chamado philós de Jesus (Tg 2:23) e Pilatos de philós de César (Jo 19:12).
O verbo phileo aparece cerca de 25 vezes no Novo Testamento, com vários significados. É usado para definir o amor parental e filial (Mt 10:37). Jesus amou Lázaro (Jo 11:3, 36) e os discípulos amavam Jesus (Jo 21:15-17).
Phileo é usado para expressar o amor de Deus por Seu Filho (Jo 5:50) e pelo Seu povo (Jo 16:27; Ap 3:19), mas nunca é usado para caracterizar a relação dos seres humanos para com Deus.
É curioso observar que, na expressão “discípulo amado”, usada pelo evangelho de João para definir o autor do evangelho, uma única vez é usado o verbo phileo (20:2) enquanto que nas demais vezes aparece o verbo agapao (13:23; 19:26; 21:7, 20).
A distinção entre o verbo phileo e agapao aparece de forma notável na perícope de João 21:15-17. Jesus inicia Seu diálogo com Pedro perguntando nas duas primeiras vezes: “você Me agapao?” A resposta de Pedro foi: “o Senhor sabe que eu phileo.” Para não deixar Pedro mais constrangido, na terceira vez que Jesus inquire o amor de Pedro, Ele pergunta: “você Me phileo?” e o discípulo responde pela terceira vez “tu sabes que eu phileo.” Assim como Pedro negou três vezes a Cristo, esse lhe questionou por três vezes a fidelidade que deve existir nas relações de amor.
O texto do Novo Testamento também usa três expressões derivadas do verbo phileo: Philadelphia (“amor fraternal”), philanthropia (“amor pela humanidade” - At 28:2 e Tt 3:4) e philarguria (“amor pelo dinheiro” - 1Tm 6:10).
A palavra mais comum no Novo Testamento para amor é agapao. Essa forma verbal aparece 137 vezes e a forma nominal (amor) é usada outras 116 vezes. O sentido da palavra é igual ao equivalente hebraico e é usado nos mais variados sentidos: de Deus para com os seres humanos, destes para com Deus e as relações entre o gênero humano. O termo cognato agapetós ocorre 62 vezes e é geralmente traduzido por “amado”.
Agapao é empregado para descrever a atitude de Deus para com Seu Filho, para com os seres humanos em geral (Jo 17:26; 3:16) e para com aqueles que tem fé em Jesus (Jo 14:21). É usado também para transmitir a vontade de Deus para Seus filhos em relação à atitude destes uns para com os outros (Jo 13:34).
O sentido mais pleno de agapao no Novo Testamento é o de expressar a natureza essencial de Deus: Deus é absolutamente amor e ama incondicionalmente (1Jo 4:8). Esse amor foi demostrado perfeitamente por Jesus (2Co 5:14; Ef 2:4).
Num sentido espiritual, os cristãos são convidados a replicar o amor de Cristo, pois o fruto do Espírito é o amor (Gl 5:22). O amor é manifesto pelo crente quando obedece a lei e os mandamentos (Jo 14:15, 21, 23; 1Jo 2:5; 5:3). Não podemos deixar de citar o famoso capítulo do amor: 1 Coríntios 13.
Por influência da Vulgata latina (texto bíblico em latim, reconhecido pela Igreja Católica como oficial), algumas versões mais antigas traduzem agápe por “caridade” (do latim caritas, que significa “afeição”, “amor”, “estima”).
O verdadeiro sentido do amor bíblico
Em nossos dias, o sentido de amor tem se tornado um clichê. Parece que todas as manifestações egoístas são interpretadas como formas de amor. Nossa preocupação “natural” e “normal” é ser o recipiente do amor, o objeto do que ama, mais do que realmente “amar” – “os outros devem me amar”, quase que por obrigação. São os “outros” que devem me fazer feliz. Filhos cobram amor de pais, pais de filhos. Essa é uma experiência muito comum entre cônjuges, onde um exige o amor do outro, isso sem falar na erotização do termo (“vamos fazer amor?”). Realmente, hoje, não é muito fácil definir amor. Para alguns, amor é “um aglomerado heterogêneo absurdo calculado para esmagar a anatomia do indivíduo que se torna intoxicado com seu poder abominável e irresistível”. Vejam essa definição: “amor é um sentimento que você sente quando sente que irá sentir algo que nunca sentiu antes”.
No sentido bíblico, no entanto, o amor é descrito por Jesus como totalmente destituído do “eu quero”, “eu desejo.” A verdadeira felicidade está “em” amar de forma desinteressada. Amar, biblicamente, é dar-se, entregar-se, servir o outro com extrema afeição. Amor é entrega! Aquele que pensa que amor tem que ver com “agradar a si mesmo” está objetivamente em oposição ao verdadeiro sentido do amor. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho único...”(Jo 3:16). Assim, o amor bíblico é em natureza heterocêntrico (centrado no outro) em vez de egocêntrico (centrado em si mesmo).
Além de entrega, o amor ainda possui três elementos que completam seu significado: compromisso (fidelidade), intimidade (sexo, no sentido humano) e dedicação de tempo.
Quem ama, assume um pacto, um concerto, uma aliança de fidelidade, compromisso. O compromisso de Jesus, estabelecido antes da fundação do mundo foi o que O fez demonstrar o maior amor possível à humanidade na cruz.
O casal cristão deve entender que a verdadeira felicidade está em um entregar-se ao outro, especialmente nos momentos íntimos. É o esposo buscando satisfazer as necessidades de prazer da esposa e vice-versa. Quando o sexo é a busca da satisfação própria, egoísta, não é realmente originado no amor e não leva à felicidade.
Quem ama também dedica tempo. Tempo para os filhos, para a família. Tempo não é apenas medido em qualidade, mas, principalmente em quantidade.
Na definição paulina de amor em 1 Coríntios 13, o verdadeiro amante não busca seus próprios interesses (de forma egoísta) nem age inconvenientemente. Agir de forma inconveniente, de acordo com o original grego (askemoneo), é comportar-se de forma sexualmente abusiva, indecente e fora dos limites do amor verdadeiro. O abuso sexual ocorre não apenas quando há a imposição do sexo sobre alguém que não tem poder para resistir o assédio. É quando o sexo é praticado de forma egoísta.
Percebe-se no contexto de Efésios 5:21ss o sentido de amor que Paulo estabelece como genuíno entre marido e esposa. O marido ama (entrega-se) à esposa. Essa, por sua vez, se sujeita ao esposo. Amar e sujeitar-se são expressões sinônimas no contexto bíblico. Isto é, no verdadeiro relacionamento de amor, há uma inter-relação de entregas, de sujeições, em nome do amor. Percebam que no contexto, essa é a forma pela qual Deus ama Sua igreja e essa deve responder com o mesmo valor.
No Grande Conflito, a questão do amor é vital, pois o que não ama verdadeiramente não pode conhecer a Deus. Qual é, portanto, o grande objetivo de Satanás?
A grande acusação de Satanás é que Deus não possui uma natureza amorosa, que Sua lei representa Sua forma egoísta de manter a criação sob Sua sujeição. Faz de tudo para descaracterizar Deus como Criador, Redentor e Senhor, inclusive do sábado.
Naturalmente, se Satanás consegue destruir o significado do amor nos seres humanos, terá conseguido boa parte de seu intento. Assim, ele faz de tudo tanto para destruir a imagem do amoroso Deus como a prática do amor pelos seres humanos.
Em contrapartida, se minha compreensão do amor como um ato de entrega é que me traz felicidade, com muito maior facilidade terei a compreensão de Deus e Sua vontade.
O amor genuíno, cuja fonte essencial é Deus, é a única fonte de felicidade humana. Para um cristão, amor não é um clichê, é uma experiência de felicidade!
O Casamento cristão se difere dos demais
“Como todas as outras boas dádivas de Deus concedidas para a conservação da humanidade, o casamento foi pervertido pelo pecado; mas é desígnio do evangelho restituir-lhe a pureza e beleza” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 64).
“Alcançar a devida compreensão da relação matrimonial é obra da vida inteira” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 64, 105).
Tanto a mulher como o homem se tornam verdadeiramente felizes não apenas por poderem desfrutar da intimidade um do outro, mas por poderem experimentar o verdadeiro sentido do amor bíblico. Vivendo sob um regime de intersujeição sob a perspectiva de Cristo, estaremos restaurando o sentido do casamento às suas dimensões edênicas.
O Amor verdadeiro deve ser tardio em...
desconfiar
condenar
ofender-se
expor
repreender
depreciar
exigir
atrapalhar
ofender-se
provocar
desconfiar
condenar
ofender-se
expor
repreender
depreciar
exigir
atrapalhar
ofender-se
provocar
O Amor verdadeiro deve ser pronto em...
confiar
justificar
defender-se
proteger
suportar
apreciar
dar
ajudar
perdoar
conciliar
confiar
justificar
defender-se
proteger
suportar
apreciar
dar
ajudar
perdoar
conciliar
Edilson Valiante nasceu em São Paulo. Formou-se em Teologia em 1979. Por mais de 20 anos serviu como professor da Faculdade Adventista de Teologia. Foi distrital, departamental de Educação e JA. Atualmente é o Secretário Ministerial da União Central Brasileira. Casado com a professora Nely Doll Valiante, possuem um casal de filhos: Luciene e Eduardo.
http://www.cpb.com.br/htdocs/periodicos/licoes/adultos/2012/com1212012.html
VEJA AQUI O PROGRAMA LIÇÕES DA BÍBLIA DA TV NOVO TEMPO COM O TEMA DA SEMANA:
HISTÓRIAS DE AMOR
Assinar:
Postagens (Atom)











