quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Cada Adventista um Ministro

http://pt1.noticias.adventistas.org/2016/01/25153601/ConcilioMPA_dia4-170-740x475.jpg

Ananindeua, PA… [ASN] Entre os dias 20 e 24 de janeiro, aconteceu em Ananindeua-PA, o primeiro concílio pastoral da Missão Pará Amapá. O encontro reuniu 50 pastores, incluindo os capelães das escolas adventistas.
A Missão Pará Amapá, surgiu no final de 2015 como resultado da expansão da Igreja Adventista do Sétimo Dia nos estados do Pará e do Amapá, sendo assim, os objetivos das reuniões foram de aproximar o grupo, alinhar as ações para o ano de 2016, e conhecer a nova equipe, que está começando agora.
O concílio contou com a presença de representantes da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista, entre eles os pastores Everon Donato e Luís Gonçalves, responsáveis pelos Ministério Pessoal e Evangelismo, respectivamente. Pastor Everon reforçou a ideia de fortalecimento da igreja através relacionamento em pequenos grupos, e principalmente o envolvimento dos líderes dos pequenos grupos. “Os líderes de pequenos grupos precisam ser mais assistidos para que os PG’s possam de fato alcançar seus objetivos, e neste quesito o pastor local precisa ser o mentor dos líderes, para direcioná-los e motivá-los” afirma Everon.
Uma das ênfases do concílio foi motivar os pastores locais a utilizarem os talentos dos membros, e torná-los ministros, seguindo esta direção, o pastor Luís Gonçalves, apresentou técnicas de como os pastores podem obter um melhor resultado. “Podemos fazer mais, e de forma mais rápida, se cada um de nós souber utilizar os talentos que temos, vamos abreviar a volta de Jesus. O ideal é que cada adventista, conquiste um amigo para Cristo” afirma Luís.
Durante o encontro a presença dos administradores e departamentais da União Norte Brasileira, sede da Igreja Adventista para o norte do país, foi intenso e essencial para reforçar ainda mais os assuntos que estavam sendo tratados. Pastor Leonino Santiago, apresentou as quatro principais ênfases a serem trabalhadas nos próximos quatro anos: Comunicação, Novas Gerações, Dons, e Capacitação Pastoral.
O resultado não poderia ser diferente, os pastores saíram motivados para o cumprimento da missão. “Esse foi o concílio mais motivador que participei. Novas amizades foram feitas no ministério, o grupo apresenta-se unido para formar novos discípulos, novos ministros” afirma o pastor José de Oliveira Filho, responsável pela região de Oiapoque-AP.
“Foi um concílio cheio de comunhão com Deus, muitas mensagens inspiradoras, estudos e orações; o nosso relacionamento foi o melhor possível, estreitamos muito nossos laços fraternos, e agora saímos cada um em uma direção, para cumprirmos a missão, transformando cada adventista em um ministro, para completarmos a obra que ainda falta”, conclui pastor Raimundo Cutrim, responsável pela Associação Ministerial da Missão Pará Amapá. [Equipe ASN, Leonardo Leite]

sábado, 16 de janeiro de 2016

Novo estudo da Universidade de Loma Linda diz que veganos têm menos chances de ter câncer de próstata
Menos risco de cancer- estudo da Universidade de Loma LindaUm novo estudo divulgado pela Universidade de Loma Linda, localizada na Califórnia (EUA), afirma que os seguidores da dieta vegana podem reduzir em até um terço os riscos de câncer de próstata. As conclusões foram publicadas na edição de janeiro do American Journal of Clinical Nutrition.
Gary Fraser, diretor do estudo, disse à Adventist Review na última terça-feira, dia 12, que aqueles que são adeptos dessa dieta devem se sentir agradecidos. “Se você não é vegano, esteja ciente de que as dietas ovo-lacto-vegetariana e pesco-vegetariana não dão evidência de proteção quando comparadas aos adventistas não vegetarianos”, acrescentou.
A análise examinou a associação do câncer de próstata com as dietas dos homens que comiam carne (não vegetarianos); um pouco de carne (semi-vegetarianos); derivados do leite e ovos (ovo-lacto-vegetarianos); somente peixe (pesco-vegetarianos) e os que não comiam nenhum produto de origem animal (veganos). Os veganos se diferem dos demais grupos alimentares por ingerirem mais frutas, legumes, nozes e soja, além de não consumirem produtos lácteos e ovos. No total, 26.346 homens participaram da pesquisa.
Segundo Fraser, indivíduos com histórico familiar de câncer de próstata deveriam considerar a necessidade de diminuir o consumo de produtos ovo-lácteos, e, por outro lado, de aumentar o de frutas, legumes, nozes e soja. O médico adverte que esse tipo de câncer é o segundo mais comum entre os homens, de acordo com a Sociedade Americana do Câncer.
“No total, foram identificados 1.079 casos de câncer de próstata. Cerca de 8% da população da amostra disse ter aderido ao veganismo. Assim, as dietas veganas demonstraram uma associação protetora estatisticamente significativa com o risco de câncer de próstata”, diz o estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition. [Daniela Fernandes / com informações da Adventist Review]

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Livro missionário esclarece dúvidas

Depois de passar por diversas denominações e ser batizada em algumas delas, Ana Paula busca
va uma Igreja que, como ela dizia, “a completasse”.
Mudando os canais de sua televisão, certo dia encontrou a TV Novo Tempo. Seu primeiro contato foi com o programa Arena do Futuro, apresentado pelo pastor Luís Gonçalves. “Por muito tempo assisti a TV sem saber que era da Igreja Adventista. Até que um dia o pastor Ivan Saraiva falou sobre os adventistas”, conta Ana.
Ela imaginava que o adventismo fosse uma seita, e isso a afastou do canal, mesmo gostando da mensagem. Foi justamente aí que Deus usou outro recurso. Naqueles dias ela recebeu o livro “A Única Esperança”, onde aprendeu sobre a volta de Jesus e percebeu que o livro, assim como a Novo Tempo, eram da mesma denominação. Uma amiga adventista a levou para a Igreja e agora Ana Paula se prepara para o batismo.
Muitas vezes a conversão de uma pessoa é a soma de vários fatores. Foi o caso de Ana Paula, e pode ser o caso de outras pessoas que estão por aí, esperando receber      algo que esclareça suas dúvidas. Participe do Impacto Esperança!

sábado, 28 de julho de 2012

Um Livro antigo e os anões

“Sam, poderia nos contar a parábola do bom samaritano?”, perguntou o pastor responsável por entrevistar o jovem que desejava se tornar ministro. Sam começou a contá-la: “Um homem estava viajando de Jerusalém para Jericó e ele caiu no meio dos espinheiros. Aconteceu que ele perdeu o dinheiro. Então, ele se dirigiu à rainha de Sabá, e ela lhe deu mil talentos de ouro e uma centena de vestes. O homem tomou uma carruagem e dirigiu ferozmente. Enquanto ele dirigia, seu cabelo ficou preso numa árvore. Ele ficou pendurado lá muitos dias e os corvos trouxeram comida para ele comer e água para beber. Mais tarde, quando novamente estava faminto, ele comeu cinco pães e dois pequenos peixes. E uma noite, enquanto ele estava dormindo, pendurado ali, sua esposa Dalila veio e cortou seu cabelo, e ele caiu em um solo pedregoso. Nisso, começou a chover por quarenta dias e quarenta noites, até que ele entrou numa caverna e sobreviveu comendo gafanhotos e mel silvestre. Então, ele encontrou um servo de Deus que disse: ‘Venha jantar em minha casa’, mas ele começou a dar desculpas e respondeu: ‘Não, eu não vou. Casei-me com uma mulher e não posso ir.’ Após ter sido pressionado pelo servo de Deus, ele foi. Logo depois do jantar, ele se dirigiu para Jericó. Chegando lá, ele viu a rainha Jezabel sentada numa janela, no alto. Ela riu desse homem o que o fez ordenar: ‘Joguem essa mulher para baixo.’ Eles a jogaram. O homem novamente disse: ‘Joguem-na para baixo.’ E eles a jogaram de novo, setenta vezes sete. Os restos que sobraram encheram doze cestas. Então eles lhe perguntaram: ‘Na ressurreição, de quem ela será esposa?’”

Apesar de criativa, essa não é a parábola do bom samaritano. Conhecimento superficial da Bíblia não era exatamente o problema desse jovem. Compreendê-la de maneira sensata e lógica era sua maior necessidade. Foi mais ou menos assim que imaginei os autores Alexandre Versignassi e Tiago Cordeiro, na matéria “A Bíblia como você nunca leu”, publicada na revistaSuperinteressante (junho de 2012). Sensatez e seriedade – e eu acrescentaria uma pitada de honestidade com os fatos ­– foi o que de fato não encontrei ao longo das páginas dessa reportagem.

Isolar um texto do seu contexto literário e histórico é algo no mínimo perigoso e irresponsável. O respeitado arqueólogo agnóstico William G. Dever, em sua obra What the Biblical Writers Know and When Did They Know it? [O que os Autores Bíblicos Sabiam e Quando eles Ficaram Sabendo?, em tradução livre] (Eisenbrauns, 2002), ataca ferozmente essa postura desconstrucionista de deixar o leitor com as rédeas do conteúdo lido, não o autor da obra. Esse comportamento tem sido visto em diversas áreas do saber, inclusive no que diz respeito à literatura sagrada judaico-cristã.

Usando uma palavra do vocabulário religioso, gostaria de dizer que a matéria da Super pecou em três aspectos:

Primeiro: muitos céticos e cristãos se esquecem de que as Escrituras foram produzidas há aproximadamente três milênios, foram escritas em outros idiomas (hebraico, aramaico e grego) e por pessoas com uma mentalidade bem diferente daquela a que estamos acostumados no mundo ocidental. O ateu Sam Harris pode ser um bom neurocientista, mas é alguém com pouquíssimo preparo para ser um intérprete bíblico, como pode visto em sua obra Carta a uma Nação Cristã (Cia. das Letras, 2007). Harris cometeu erros crassos comparando leis e regulamentos bíblicos com a sociedade pós-iluminista! Ciente desse tipo de comparação em seus dias, C. S. Lewis qualificou essa prática como “desdém cronológico”. Para que essas leis e regulamentos façam sentido, devemos compará-las com documentos do 3º e do 2º milênios antes de Cristo.

Segundo: a necessidade de uma diferenciação entre descrever e prescrever. Dizer que Lameque teve duas mulheres (Gn 4:19) não sugere que os que creem na Bíblia como Palavra de Deus imitem esse procedimento. Nem que os relatos de relações incestuosas nas páginas do Antigo Testamento devam ser imitados por nós hoje. Podemos extrair princípios positivos e negativos de cada uma das histórias, mas isso não implica em imitar o comportamento de seus personagens. Com isso não estou querendo amenizar o conteúdo de certas porções das Escrituras que são chocantes, em alguns momentos, mas apenas ressaltar o que essas porções de fato são: narrativas.

Terceiro: apesar de o título da matéria sugerir uma novidade nunca vista, muito já foi dito e escrito a respeito dos tópicos ali levantados, e é lamentável perceber como respeitados pesquisadores foram deixados de lado. Há pouco mais de um ano, foi lançada a obra Is God a Moral Monster?Making Sense the Old Testament God (Baker, 2011), de Paul Copan. São mais de duzentas páginas lidando com passagens difíceis do Antigo Testamento. Copan é cristão, mas será que automaticamente isso o desqualifica para ter suas opiniões contrastadas com as dos pesquisadores citados?

Vejamos como essas três considerações nos ajudam a entender os questionamentos levantados pela matéria de Alexandre Versignassi e Tiago Cordeiro.

Escravidão. Essa foi a primeira lei que Deus deu aos israelitas, quando eles saíram do Egito (cf. Êx 21:1-11). Na lei mosaica, sequestrar alguém para ser vendido como escravo era um crime punido com pena capital (Êx 21:16). Um escravo hebreu deveria trabalhar apenas seis anos para pagar sua dívida, sendo libertado no sétimo ano, sem pagar nada (Êx 21:2). Além disso, ele deveria receber de seu proprietário alguns animais e alimentos para recomeçar a vida (Dt 15:13, 14). Durante seu período de serviço, o(a) escravo(a) teria um dia de folga semanal, o sábado (Êx 20:10).

Notou alguma diferença entre a escravidão bíblica e aquela mantida em nosso país, há alguns séculos? A diferença também é significativa quando comparamos essas passagens bíblicas com o famoso Código de Hamurabi, rei de Babilônia, no 18º século a.C. Se algum escravo fugisse, ele deveria ser morto; enquanto em Israel esse escravo deveria ser protegido (Dt 23:15, 16). Proteger um escravo fugitivo, em Babilônia, era uma grande ofensa, também punida com morte, como evidenciado nas leis 15-20 do referido código.

Alguém pode questionar o motivo pelo qual Deus não aboliu a escravidão entre os israelitas. Lembre-se de que eles estavam inseridos numa cultura impregnada dessa prática. Mesmo que Deus a abolisse, isso não mudaria a forma como eles pensavam. A título de ilustração, imagine o árduo processo cultural para tornar a Arábia Saudita em uma democracia! Mesmo que essa mudança fosse feita, ainda levaria um bom tempo até que a mentalidade da nação fosse mudada. No entanto, a legislação israelita oferecia um tratamento muito mais humano para os escravos, colocando escravo e senhor em pé de igualdade (cf. Jó 31:13-15). No livro Is God a Moral Monster?, Copan se demora nesse assunto, demonstrando as diferenças positivas dessa atividade em Israel com o restante do Antigo Oriente Médio.

Juros. A matéria cita uma passagem inexistente: Deuteronômio 23:30. O texto correto é Deuteronômio 23:20, onde lemos: “Ao estrangeiro emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros para que o Senhor, teu Deus, te abençoe em todos os teus empreendimentos na terra a qual passas a possuir.” A primeira impressão do texto é óbvia: “bênção” como resultado de um tratamento de exploração para um não israelita. O que os articulistas se esqueceram de notar é que o termo hebraico para estrangeiro, nessa passagem, é nokri, que está relacionado com alguém que estava em Israel para fazer negócios e não para viver nessa nação, como é o caso do vocábulo ger, também traduzido como estrangeiro na maioria das versões bíblicas. Em outras palavras, para aqueles que estavam em Israel com propósitos monetários, deveriam ser cobrados juros. Uma séria introdução para o assunto das finanças na Bíblia pode ser lida emNem Riqueza, Nem Pobreza: As posses segundo a teologia bíblica (Esperança, 2009), escrita por Craig Blomberg, do Denver Theological Seminary, nos EUA.

Vinho. Existem várias palavras para vinho nas línguas originais do Antigo e do Novo Testamentos. Realmente, não é tão simples estabelecer com precisão quando a Bíblia está falando do puro suco de uva ou do vinho (fermentado). No entanto, de acordo com o erudito em Novo Testamento D. A. Carson, da Trinity Evangelical Divinty School, se alguém deseja ter uma ideia de como era tomar vinho nos tempos bíblicos, é necessário diluir uma medida de vinho em duas de água. É por isso que o Apocalipse faz menção da taça da ira de Deus “sem mistura” (Ap 14:8). Essa era a prática comum nos dias de Cristo. Quando não havia essa mistura e o vinho era bebido puro, era considerado “bebida forte”, como aparece em diversas passagens bíblicas.
           
No caso da Santa Ceia, a última refeição de Jesus com Seus discípulos, o que temos ali era suco de uva, já que naquele mesmo dia teve início a festa dos pães asmos, ou sem fermento, em que qualquer alimento ou bebida fermentada deveria ser retirado da casa dos israelitas por uma semana. Sendo judeu, dificilmente podemos imaginar Jesus tomando algo como nosso vinho tinto naquela ocasião.

Sexualidade. Para aqueles que afirmam a Bíblia tem uma visão estreita sobre a sexualidade, sugiro a leitura de Cântico dos Cânticos. Trata-se de um longo poema que descreve o amor entre um rei, isto é, Salomão, e sua amada, carregado de um belo simbolismo erótico. Ao longo dos oito capítulos, não se encontra em lugar algum a ideia do sexo para procriação, apenas como fonte de prazer. Esse conteúdo “surpreendente” levou diversos teólogos cristãos a fazerem uma leitura alegórica do livro, tentando, assim, apresentar um relacionamento entre Deus (o rei) e Sua igreja (a esposa). Após a reforma protestante no século 16, o livro de Cantares começou a ser analisado como ele é de fato: um poema amoroso. Uma excelente introdução ao assunto da sexualidade no Antigo Testamento por ser vista em The Flame of Yahweh: Sexuality in the Old Testament (Hendrickson, 2007), escrito por Richard Davidson, da Universidade Andrews (EUA).
           
A imagem da sexualidade que se obtém das páginas da Bíblia Hebraica foi sumarizada por Davidson nestes cinco itens: (1) a sexualidade foi criada por Deus; (2) a sexualidade é para casais; (3) a sexualidade representa igualdade; (4) a sexualidade é fonte de prazer; (5) a sexualidade revela a imagem de Deus. A influência católica a que fomos expostos não nos permite observar esses tópicos com naturalidade. No entanto, cada um desses assuntos pode ser apreciado numa leitura natural dessa obra de Salomão e dos dois capítulos iniciais de Gênesis.

Poligamia. Se essa (acima) é a imagem da sexualidade nas páginas da Bíblia, o que fazer com aqueles textos em que lemos sobre Davi e Salomão tendo várias mulheres? O exemplo citado na Super é o mais gritante: o harém de Salomão contava com setecentas mulheres (1Rs 11:3). A passagem também menciona que ele tinha trezentas concubinas. De acordo com James Hoffmeier, respeitado egiptólogo também da Trinity Evangelical Divinity School, nos EUA, quando um rei enviava sua filha para se casar com outro monarca, era comum enviar algumas servas com a noiva. Essa prática é recorrente nos tabletes de Tell-el-Amarna, descobertos no Egito, no século 19. É bem provável que estejamos vendo essa prática na vida de Salomão.

Independentemente disso, o fato é que uma leitura atenta das narrativas de homens que se envolveram na prática da poligamia demonstra não somente a desaprovação divina, mas também os fracassos resultantes. As histórias de heróis bíblicos que se aventuraram nessa prática, entre eles Abrãao, Jacó, Esáu, Gideão, Davi e o próprio Salomão, registram consequências desastrosas para os filhos e as gerações posteriores. É prudente se lembrar de que a frase “o homem segundo o coração de Deus” aplicada a Davi (1Sm  13:14), foi dada num período em que esse personagem provavelmente nem sequer era casado. Em momento algum os autores bíblicos endossaram a prática promíscua de Davi e dos homens citados anteriormente.

Homossexualidade. Mesmo se Davi tivesse tido relações íntimas com seu amigo Jônatas – o que não concordo –, é preciso se lembrar de que, pelo fato de a Bíblia narrar um incidente, isso não significa que ela o aprove. O motivo pelo qual as Escrituras mantêm opinião contrária às práticas homossexuais é simples: sexualidade é algo sagrado. Não podemos violá-la. Esse é o mesmo motivo pelo qual as Escrituras se opõem ao racismo: nossa etnia é sagrada, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26). Remover o fundamento que se opõe à homossexualidade é também remover o fundamento segundo o qual não existem diferenças entre raças.

Puro e impuro. As leis de pureza e impureza não foram uma invenção da religião israelita. O acadêmico adventista Roy Gane, que estudou sob a tutela do falecido rabino Jacob Milgrom, uma das maiores autoridades sobre o livro de Levítico, demonstra claramente esse tipo de legislação ritual em todo o território do Antigo Oriente Médio em sua obra The NVI Application Commentary Leviticus and Numbers: From the biblical text... to contemparary life (Zondervan, 2004). De acordo com Gane, essas leis estavam relacionadas com vida (pureza) e morte (impureza). Tudo o que lembra morte, isto é, emissão de sangue, sêmen, tocar em um cadáver, lepra, etc. era considerado impureza. O Deus bíblico age de acordo com a realidade daqueles para quem Ele Se revela. Em lugar de simplesmente encerrar as práticas de sacrifícios, Ele instituiu um objetivo para o qual todos os sacrifícios de animais apontariam a partir daquele momento. A religião israelita era uma religião ritualística, e, como tal, encontrou seu cumprimento no ministério e na morte de Jesus Cristo, para quem quase todos os regulamentos apontavam.

Valorização da mulher. Ao contrário do que a matéria da Super apresentou, a Bíblia coloca a mulher numa posição elevada. Apenas a título de ilustração, ela é criada em igualdade com o homem, como evidenciado na expressão hebraica ‘ezer kenegdo (“auxiliadora idônea”, Gn 2:18), dando a ideia de um parte correspondente. Em Provérbios 31, a mulher é apresentada como desenvolvendo atividades de extrema importância, como escolha de um terreno para compra. No livro de Jó, onde há elementos linguísticos, geográficos e históricos que situam os eventos narrados durante o fim do 3º milênio a.C., as filhas de Jó recebem uma herança, assim como os filhos. Isso é inédito para aquela época. Jó está em desacordo com as leis da época, mas age como Deus agiria: com igualdade.
           
No Novo Testamento, a situação é ainda mais clara. A valorização da mulher por parte do fundador do cristianismo é algo fascinante. Em João 4, Ele conversa com uma mulher à luz do dia, prática essa totalmente desencorajada naquela sociedade. No relato de Sua ressurreição, a primeira pessoa a encontrá-Lo ressuscitado é uma mulher, Maria Madalena. O testemunho de uma mulher não era sequer levado a sério num tribunal, como atesta o historiador judeu do 1º século d.C. Flávio Josefo. Mesmo assim, a pessoa a quem Jesus resolveu Se mostrar após o evento que Lhe garantiu a vitória sobre a morte foi uma mulher.

Dizer que as mulheres deviam ser submissas aos maridos (Ef 5:22) é apenas uma parte da verdade. Existe uma responsabilidade masculina: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25). Não há espaço para um comportamento tirânico por parte do homem. O respeito da esposa pelo marido deve ser balanceado com o amor incondicional do esposo pela esposa. Dificilmente pode-se ver machismo aqui.
           
A publicação desse artigo da Super me fez lembrar de uma história. C. S. Lewis, no livro A Última Batalha, o último da sua obra As Crônicas de Nárnia, descreve a maior crise já enfrentada pelos narnianos. Uma falsa representação de Aslam, o Grande Rei, minava a esperança no coração dos moradores de Nárnia. No entanto, o rei Tilian e duas crianças vindas de Londres estavam dispostos a lutar pela liberdade daquele país. Quando eles viram um grupo de anões sendo levados como escravos, renderam os guardas que os levavam e puseram em liberdade os prisioneiros. Em lugar de um sentimento de gratidão e da prontidão de lutar pelo verdadeiro Aslam, os anões se tornaram céticos quanto à existência do Leão. O que se ouviu foram frases carregadas de desprezo e indiferença em relação Àquele que fundara Nárnia. Apenas um dos anões se uniu ao grupo do rei Tilian. No fim da história, quando o próprio Aslam se revela, esses mesmos anões conseguem se tornar mais céticos. Belas violetas para eles são como palha. O local paradisíaco em que eles estão é somente escuridão na mente deles. Finalmente, o Leão lhes oferece um maravilhoso banquete, mas, ao comerem, pensavam estar comendo capim e bebendo água suja tirada do cocho de um jumento. Reclamações, injúrias era tudo o que eles conseguiam dizer. “Eles não nos deixarão ajudá-los”, disse Aslam. “Preferem a astúcia à crença”.

Os anões de Nárnia se parecem com a nossa sociedade ocidental. Não foi uma cosmovisão panteísta ou naturalista que nos trouxe ao patamar em que nos encontramos de tolerância e igualdade. O único fundamento que poderia ter proporcionado essa moldura moral que temos hoje é o teísmo judaico-cristão. Liberdade de consciência não foi uma contribuição do Iluminismo, mas, sim, da Reforma protestante do século 16. Mesmo assim, muitos se tornam vorazes combatentes da fé cristã e, como britadeiras, desejam destruir o fundamento sobre o qual estão em pé. O jornalista Matthew Parris, ateu e homossexual, foi claro em um dos seus artigos no jornal britânico The Times, afirmando que a África precisa de Deus. Quem sabe, em breve, vejamos alguém com essa sinceridade dizendo que nossa nação precisa de Deus.

(Luiz Gustavo Assis é bacharel em teologia e pastor adventista em Porto Alegre, RS; artigo preparado para o blog Criacionismo.com.br)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Evangelismo e Testemunho como Estilo de Vida, 21 a 28 de abril




“Em Jope havia uma discípula chamada Tabita, que em grego é Dorcas, que se
dedicava a praticar boas obras e dar esmolas”. Atos 9:36


        “pregar o evangelho em todos os momentos, e quando necessário usar
palavras”. Ao afirmar isto, Francisco de Assis estava colocando diante da sociedade cristã presente como a futura uma correta perspectiva do que é ser cristão. Ele não estava desestimulando a pregação verbal e urgente, mas, mostrando o quanto é poderoso o evangelho de Cristo, pois mesmo em silêncio ele é pregado. Antes de ser pregado, ele deve ser vivido. Sua afirmação corrobora com a declaração de Ellen G. White: 
        “Todo verdadeiro discípulo nasce no reino de Deus como um missionário.
Assim que vem a conhecer o Salvador, deseja pôr os outros em contato com Ele. A santificadora verdade não pode ficar encerrada em seu coração. Aquele que bebe da
água viva torna-se uma fonte de vida. O recipiente vem a ser um doador”. A Ciência do Bom Viver, 102.

      Logo quando nasce da água e do Espírito, o cristão já possui as credenciais e a autoridade missionária. Não terá que esperar algum tempo, ou treinamento, ele já é um missionário. No silêncio dos momentos posteriores à sua conversão o evangelho já pode ser ouvido pelos seus primeiros passos.

Domingo, 22 de abril - Sermões Silenciosos

       Os cristãos haveriam de ser reconhecidos como discípulos de Cristo por meio do amor demonstrado uns pelos outros, porquanto, no exercício desse afeto, estariam imitando ao seu Senhor e Mestre. Nas palavras apresentadas em João 13:35 “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. Pelo menos três ênfases encontramos no texto joanino:
 
  1.  Cristo estava muito interessado que os discípulos amassem uns aos outros. Enquanto o estilo do mundo é ser cada um por si, os discípulos deveriam ser cordiais uns com os outros. O texto não diz que a identificação de um discípulo se dá pela realização de milagres. Cristo, o amor encarnado teria que ser o exemplo vivo de sua religião, o símbolo mais importante da verdadeira religião. 
  2. Que a verdadeira honra dos discípulos seria a de sobressaírem no amor fraternal. 
  3. Caso os cristãos não se amassem, eles trariam uma injusta vergonha sobre sua fé, dando motivos justos para suspeitarem de sua própria sinceridade.
      Paulo compreendeu bem a respeito da influência positiva dos cristãos para a sociedade da época. Ao qualificar os fieis de “cartas”, ele estava corroborando com a idéia de que cada vida cristã é uma tradução do evangelho; pois qualquer bem que ali exista é produto do evangelho.
 
     Os homens podem ler nossas vidas, elas devem ser traduções de Cristo. Muitas pessoas terão o conhecimento de Cristo, através da reprodução de Sua imagem em nossas vidas. Ou seja, um gesto ou exemplo, vale mais que mil palavras.

Segunda e Terça, 23 e 24 de abril- Compaixão pelas Pessoas, Calçando os Sapatos das Pessoas


     Jesus desfragmentou diversos paradigmas estabelecendo outros. No período de Seu ministério, Jesus vivencia é testemunha de uma religião fria, indiferente, distante. Grupos da sociedade eram marginalizados por aqueles que deveriam ir ao seu encontro.
 
      Mas o matiz missionário que é a marca identificadora de Cristo é estabelecido, e paradigmas presentes da religião judaica são confrontados com novas perspectivas religiosas introduzidas por Cristo. Citam-se os exemplos:
 
  1. Encontro de Jesus (homem) com uma mulher ( João 8:9) – Paradigma de Gênero; 
  2. Encontro de Jesus com uma pessoa que não pertence a fé judaica (Mateus 8:5) – Paradigma inter-religioso; 
  3. Encontro de Jesus com uma estrangeira (João 4) – Paradigma intercultural
         A dissolvição dos paradigmas sócio-religiosos dos judeus evidencia a predisposição de Cristo em ser cúmplice e empático para com os sofredores. Sua compaixão é irrefutável. Ele não realizava grandes obras para obter discípulos, essas obras faziam parte de seu ser. As boas obras estavam intrinsecamente ligadas a Ele.
 
      Jesus Cristo tinha os pés com medidas variadas, todos os calçados de qualquer pessoa poderia facilmente encaixar nos pés do Senhor.

Quarta e Quinta, 25 e 26 de abril - Uma Vida Acolhedora, Ampliando seu Circulo de Amigos


     Geralmente família e amigos são as pessoas que encontramos mais dificuldades para evangelizarmos. Há um ditado que mostra isso “santo de casa não faz milagre”.
 
       No entanto, Cristo sugere que o endemoninhado de Gadara, retorne para o seio familiar levando as boas novas da salvação. A maior bênção que podemos proporcionar para as pessoas que vivem ao nosso redor, levar-lhes a mensagem de resgate, reconciliação e redenção.
 
Destaco três coisas na vida deste homem após sua libertação: 
  1. Ele desejou poder acompanhar a Cristo (v. 18), talvez por medo de ser perturbado pelos demônios, ou medo de permanecer naquela comunidade idólatra; 
  2. Cristo não permitiu que ele o acompanhasse, para que não parecesse ostentação, e o fez saber que ele precisava pregar para sua família e amigos. Ele devia contar aos seus sobre a compaixão que o Senhor teve por ele, na sua infelicidade; 
  3. Ele foi e proclamou conforme Jesus havia recomendado (v. 20). Essa é uma dívida que nós temos, tanto com o Senhor quanto com os nossos irmãos, para que Ele possa ser glorificado, e eles, edificados.
      Devemos estar cônscios de que estamos no mundo, mas não somos do mundo.
     A consciência de que o mundo é pervertido, inútil ou inferior ao caminho celestial.
     Não podemos ser participantes entusiastas das coisas do mundo. Devemos viver antagonicamente com a maldade desta geração.
 
No texto de João 17 também chamado de Oração Sacerdotal encontramos três
solicitações em relação ao dia dia espiritual dos discípulos:
 
  1. Verso 11, Guarda-os em teu nome – visava a proteção aos discípulos para que eles não caíssem da fé, e não se separassem uns dos outros, unidade; 
  2. Verso 13, Ter a alegria completa de Cristo – senso de total bem-estar; 
  3.  Verso 15, Resguarda-os das impiedades deste mundo, esta era a mensagem de Jesus neste verso.
      As orientações de Cristo tinha como objetivo principal o êxito nas missões evangelísticas. Entretanto, o sucesso missiológico da igreja dependerá diretamente do cuidado individual, cuidado para com nossos familiares e também para com as pessoas independente da ligação que tenha conosco.

Pr. Clodoaldo Tavares dos Santos
Capelão do Colégio Adventista Cidade Nova – ABA – UNB

quarta-feira, 18 de abril de 2012

SBB divulga a Bíblia em 2.539 idiomas




Para cumprir a missão de ampliar o acesso ao texto bíblico, as Sociedades Bíblicas de todos os países, bem como outras organizações dedicadas à tradução bíblica, vêm trabalhando em parceria com instituições missionárias e tradutores para produzir, a cada ano, Escrituras em idiomas de todos os continentes. Nos dois últimos anos, houve um expressivo avanço nesse trabalho, com a publicação de 30 edições inéditas do texto bíblico, entre as quais sete edições do Novo Testamento e dez da Bíblia completa. De acordo com o Relatório Mundial de Tradução de Escrituras, publicado pelas Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) a partir de informações coletadas pelo Museu da Bíblia da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) e pelo setor de Bíblias das SBU na Biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, até 31 de dezembro de 2011, já foram registradas publicações do texto bíblico em 2.539 diferentes línguas: 1.241 Novos Testamentos’823 porções bíblicas e 475 Bíblias completas.
“Esses esforços em traduzir a Palavra de Deus para todos os povos devem ser motivos de agradecimento a Deus. No entanto, é preciso ter em mente que existem mais de 6,9 mil línguas no mundo e, portanto, há ainda inúmeras pessoas que não têm acesso à mensagem e aos valores bíblicos na língua que lhes fala ao coração”, avalia Erní Seibert, secretário de Comunicação e Ação Social da SBB e responsável pela elaboração do documento.
O continente africano lidera o número de traduções, com 743 idiomas, seguido pelo asiático, com 618. Nas Américas, já foram realizadas 515 traduções. Os países da Oceania somam 449 traduções e dos da Europa têm 210. Existem ainda três publicações em idiomas construídos, como, por exemplo, o esperanto. O relatório não apresenta apenas registros de traduções realizadas pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Ele inclui Escrituras traduzidas e publicadas por diversas organizações. O objetivo é apresentar um panorama mundial do trabalho que tem sido realizado pela difusão da mensagem bíblica. Além das publicações em primeira edição, o relatório mostra também o crescimento, ano a ano, das revisões e novas edições, o que denota o esforço empreendido pelas organizações envolvidas de constante atualização da linguagem e melhoria das publicações.
No biênio 2010/2011, entre as 30 publicações em línguas que ainda não haviam recebido traduções da Bíblia, destacam-se as seis publicações realizadas em idiomas da Índia, incluindo quatro Novos Testamentos e uma Bíblia completa. O Brasil também obteve resultados expressivos com o registro de três novas publicações. Ainda na América do Sul, foram lançadas novas obras na Colômbia e no Equador.
No Brasil, onde são falados mais de 185 idiomas por cerca de 200 diferentes grupos étnicos, entre indígenas e descendentes de imigrantes, a SBB apoia as iniciativas de organizações cristãs especializadas em tradução do texto bíblico e, nos últimos dez anos, esse trabalho se intensificou, gerando vários lançamentos. Entre 2010 e 2011, foram publicadas obras em três idiomas pela primeira vez: Nadëb, Parakanã e Tembé.
 
Síntese do Relatório Mundial de Tradução de Escrituras 2011:
 

Síntese do Relatório Mundial de Tradução de Escrituras 2011

Continente ou Região
Porções
NTs
Bíblias
Total
África
227
334
182
743

Ásia
207
265
146
618

Austrália/Nova Zelândia/ Ilhas do Pacífico
138
271
40
449


Europa
107
41
62
210

América do Norte
41
30
8
79

Ilhas do Caribe / América Central / México / América do Sul
101
300
36
437


Línguas Construídas
2
0
1
3

Total
823
1.241
475
2.539


 
A SBB – A Sociedade Bíblica do Brasil é uma entidade sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, assistencial, educativa e cultural. Sua finalidade é traduzir, produzir e distribuir a Bíblia, um bem de valor inestimável, que deve ser disponibilizado a todas as pessoas. Além disso, por seu caráter social, desenvolve programas com o objetivo de promover o desenvolvimento espiritual, ético e social da população brasileira. Fundada em 1948, construiu sua trajetória com base na missão de “promover a difusão da Bíblia e sua mensagem como instrumento de transformação espiritual, de fortalecimento dos valores éticos e morais e de incentivo ao desenvolvimento humano, nos aspectos espiritual, educacional, cultural e social, em âmbito nacional”.
A SBB faz parte de uma fraternidade mundial criada no início do século XIX com o objetivo de facilitar o processo de tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas por meio de estratégias de cooperação mútua. As SBU congregam 146 Sociedades Bíblicas, atuantes em mais de 200 países e territórios. Essas entidades são orientadas pela missão de promover a maior distribuição possível de Bíblias, numa linguagem que as pessoas possam compreender e a um preço que possam pagar.

Luciana Garbelini
Fonte: SBB
 

Caminhada pode curar depressão, diz pesquisa

Um simples passeio pode ser um eficiente tratamento para curar a depressão. A constatação é da Universidade de Stirling, da Escócia, e foi publicada na revista científica Mental Health and Physical Activity. Exercícios mais fortes já haviam demonstrado eficácia, mas é a primeira vez da comprovação que uma atividade moderada traz benefícios.

O estudo analisou dados de oito pesquisas realizada com 341 pacientes. Estimativas mostram que uma entre dez pessoas, em algum momento da vida, terá depressão. A condição exige, geralmente, tratamento com medicamentos, mas os exercícios são indicados em caso de sintomas leves.

Os autores dizem que a grande vantagem da caminhada é que ela pode ser praticada pelas pessoas sem implicar grandes custos, além de ser fácil de incorporar a rotina diária. Apesar da constatação, os pesquisadores alertam que serão necessárias mais estudos, como a duração necessária do exercício, a velocidade indicada e o local mais adequado.

Outras universidades já realizaram estudos sobre o tema. A ONG de saúde mental Mind afirma que só o fato de passar algum tempo ao ar livre ajuda depressivos.

— Para obter o máximo de satisfação é preciso encontrar exercícios que você goste de praticar. Experimente coisas diferentes, como a jardinagem, andar de bicicleta e até mesmo nadar na praia. Exercitar-se com os outros pode ser bom e ainda é uma oportunidade de fortalecer as relações sociais com amigos e familiares — diz o chefe executivo da Mind, Paul Farmer, à BBC.

*Esta matéria foi publicada pela editoria Saúde

Lição 3 -- Dons espirituais para evangelismo e testemunho, 2012 TVNovoTempo